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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Descoberta de uma gêmea da Terra, com um pequeno detalh

Tecno-Sciense

A busca por planetas extra-solares semelhantes à Terra reserva constantemente novas descobertas. É o caso do candidato HD 137010 b, identificado recentemente por astrónomos. Este planeta do tamanho da Terra orbita uma estrela semelhante ao Sol, com um período de um ano.

Esta identificação provém da análise detalhada dos arquivos do telescópio espacial Kepler, cuja missão terminou em 2018. Ao continuar a explorar esses dados, os investigadores detetaram o HD 137010 b graças a um único trânsito observado durante a fase K2. Este evento, correspondente à passagem do planeta à frente da sua estrela, traduz-se numa ligeira diminuição de luminosidade que sinaliza a sua presença.

 Descoberta de uma gémea da Terra, com um pequeno detalhe

Várias características do HD 137010 b evocam o nosso próprio mundo. O seu tamanho é comparável ao da Terra e completa a sua órbita em aproximadamente um ano. A sua estrela hospedeira, chamada HD 137010, pertence à categoria das estrelas do tipo K, semelhante ao Sol mas um pouco menos quente e luminosa. Esta configuração coloca o planeta perto da borda externa da zona habitável, uma região onde a água poderia existir em estado líquido com uma atmosfera apropriada.

Apesar desta localização, os cálculos mostram que o HD 137010 b poderá ser extremamente frio. As suas temperaturas à superfície poderão rondar os -68 graus Celsius, um valor inferior à média marciana. Tal frio limita fortemente as hipóteses de encontrar água líquida.

A deteção deste planeta baseia-se numa observação isolada, o que complica a sua confirmação. O trânsito durou 10 horas, permitindo estimar o período orbital, mas os astrónomos precisam de várias passagens regulares para validar a sua existência. Com uma órbita tão longa como a da Terra, estes eventos são pouco frequentes, o que explica porque é que os exoplanetas desta categoria permanecem raros.

Os instrumentos futuros poderão contribuir para dissipar as dúvidas. O satélite TESS da NASA, sucessor do Kepler, e a missão europeia CHEOPS são capazes de realizar observações complementares. Na ausência de novos dados, a validação definitiva poderá requerer os telescópios de próxima geração.

As simulações atmosféricas consideram várias possibilidades. De acordo com o estudo publicado nas The Astrophysical Journal Letters, o HD 137010 b teria entre 40 % e 51 % de probabilidades de se situar na zona habitável, consoante as definições adotadas. Mas persiste uma dúvida sobre a sua atmosfera, que poderá fazer toda a diferença.

Uma atmosfera espessa e rica em gases de efeito de estufa poderá assim transformar este mundo gelado num ambiente mais temperado, uma hipótese que aguarda confirmação através de observações futuras.

Fonte: The Astrophysical Journal Letters

Na hora de julgar um Banco, Fachin se afasta do processo

JCO

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu não atuar no julgamento de dois recursos em que o Banco Santander aparece como parte interessada. O impedimento foi oficializado por meio de despachos assinados na quinta-feira (5), conforme registro nos autos.

A decisão tem como base regras previstas no Código de Processo Civil, que vedam a participação de magistrados em casos que envolvam clientes de escritórios de advocacia ligados a cônjuges ou parentes próximos. No caso específico, a filha do ministro, Melina Fachin, atua como advogada do Santander em processos que tramitam no Superior Tribunal de Justiça (STJ), circunstância que levou ao afastamento voluntário.

O posicionamento do ministro ocorre em um contexto sensível dentro da própria Corte. Fachin tem conduzido debates internos sobre a elaboração de um código de conduta voltado aos ministros do STF, com o objetivo de estabelecer parâmetros mais claros sobre conflitos de interesse e transparência institucional.

Essa movimentação acabou estimulando reportagens e levantamentos jornalísticos sobre a atuação de familiares de integrantes do Supremo em tribunais superiores. O tema ganhou repercussão justamente por envolver questões éticas e a imagem pública do Judiciário.

De acordo com um levantamento divulgado pela BBC, além de Edson Fachin, outros oito ministros do STF possuem parentes que exercem a advocacia em instâncias superiores. A lista inclui Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Nunes Marques, Luiz Fux, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, evidenciando que a situação não é isolada dentro da Corte.

Vazam dados preocupantes envolvendo ministros do STF

JCO

Cinco integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) figuram como sócios de 11 empresas atuantes em áreas como agronegócio, educação, advocacia e gestão imobiliária. A informação consta em um levantamento realizado pelo UOL com base em registros da Receita Federal.

O assunto ganhou maior visibilidade após o ministro Dias Toffoli defender publicamente que magistrados possam ser proprietários de fazendas e participar do quadro societário de empresas, com direito ao recebimento de dividendos. A declaração reacendeu o debate sobre limites legais e éticos da atuação patrimonial de membros do Judiciário.

A discussão ocorre em um contexto de maior escrutínio sobre o Supremo, impulsionado por reportagens recentes que mencionaram relações empresariais do banco Master com parentes de Toffoli e com a esposa do ministro Alexandre de Moraes. Esses episódios ampliaram o interesse público sobre eventuais vínculos econômicos envolvendo integrantes da Corte.

De acordo com o levantamento, não há ilegalidade nas participações identificadas. A Lei Orgânica da Magistratura (Loman) veda que juízes atuem como administradores de empresas, mas não proíbe que sejam sócios. Em nota, o STF afirmou que a legislação é observada pelos ministros.

Gilmar Mendes aparece como sócio da Roxel Participações, holding com capital social de R$ 9,8 milhões. Também integram a sociedade seus filhos, Francisco e Laura Mendes. A Roxel participa do capital do IDP, da MT Crops e da GMF Agropecuária, formando um grupo empresarial com atuação diversificada.

Além disso, Gilmar Mendes mantém vínculo com o IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), instituição que oferece cursos superiores em áreas como Direito, Economia e Administração. O instituto é administrado por Francisco Mendes. Outra empresa do grupo é a MT Crops, sediada em Diamantino (MT), especializada no comércio atacadista de defensivos agrícolas, adubos, fertilizantes e corretivos do solo. O ministro também figura na GMF Agropecuária, propriedade rural em Alto Paraguai (MT) voltada ao cultivo de soja, em sociedade com irmãos e um cunhado.

O ministro Nunes Marques possui registrada a empresa Nunes & Marques Administradora de Imóveis, criada em 2014 com foco na administração patrimonial. Consta como sócios sua irmã, Karine Nunes Marques, e seu filho, Kauan de Carvalho Marques.

Ele também aparece como sócio da Educacional e capacitação Ltda., aberta em junho de 2025, após sua posse no STF, ocorrida em 2020. A empresa é administrada por uma sobrinha do ministro e tem como atividade principal registrada “treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial”. O gabinete de Nunes Marques confirmou a sociedade e informou que a Educacional tem como objeto social exclusivo a realização de palestras, enquanto a Administradora de Imóveis seria destinada à gestão de bens da família.

André Mendonça mantém participação na Integre Cursos e Pesquisa em Estado de Direito e Governança Global, empresa aberta em maio de 2022, poucos meses após sua posse no STF, em dezembro de 2021. A esposa do ministro, Janey Mendonça, figura como sócia.

O ministro também esteve ligado ao Instituto Iter, fundado em novembro de 2023. Inicialmente, o instituto teve como sócios a Integre Cursos, Janey Mendonça e nomes associados ao governo federal, entre eles o ex-ministro da Educação Victor Godoy. Em 2024, a empresa foi transformada em sociedade anônima, passando a constar apenas Victor Godoy nos registros da Receita Federal. Apesar disso, a empresa continuou comercializando palestras de Mendonça. Segundo reportagem de O Estado de S. Paulo, publicada em outubro de 2025, o instituto teria faturado R$ 4,8 milhões em contratos públicos.

Cristiano Zanin surge como sócio da Attma Participações, empresa voltada à gestão de imóveis próprios. A companhia possui capital social de R$ 260 mil e foi constituída em sociedade com a esposa do ministro, Valeska Zanin.

Já Flávio Dino é sócio do IDEJ (Instituto de Estudos Jurídicos), fundado em 2003 sob o nome fantasia “Dínamo Educacional”. A empresa foi criada em parceria com o irmão do ministro, Sálvio Dino Jr., e tem como atividade principal a oferta de cursos preparatórios para concursos públicos. Por meio da assessoria de imprensa do STF, Dino informou que o IDEJ foi fundado há mais de 20 anos.

Lula abandona discurso do "amor" e fala em “guerra” nas eleições

JCO

Durante as comemorações dos 46 anos do PT, realizadas neste sábado (7) em Salvador, o petista Lula deixou claro que pretende adotar uma postura de "guerra" na disputa eleitoral de 2026. Ao discursar para militantes, afirmou que o cenário será de confronto direto com a oposição e declarou que não haverá mais espaço para o perfil conciliador que marcou campanhas anteriores.

“Não tem mais essa de ‘Lulinha paz e amor’”, disse.

Para ele, o sucesso eleitoral dependerá da capacidade do governo de apresentar sua versão dos fatos.

“O que vai ganhar essas eleições é a nossa narrativa política”, afirmou.
“A gente não pode ficar quieto, nós temos que ser mais desaforados, porque eles são desaforados. E nós não podemos ficar quietinhos. Não tem essa mais de ‘Lulinha paz e amor’, não tem essa mais. Essa eleição vai ser uma guerra e nós vamos ter que estar preparados para ela”, afirmou.

Mulher de Moraes arruma um novo cliente para defender no STF e ligação com Vorcaro vem à tona

JCO

A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a atuar na defesa do empresário Lucas Kallas em um processo que tramita na Corte.

O caso envolve suposta extração ilegal de minério de ferro pela empresa Empabra, da qual Kallas se afastou em 2017. Não há ação penal aberta contra ele.

O processo chegou ao STF por decisão do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), que apontou a necessidade de avaliar possíveis conexões com pessoas com foro privilegiado.

Kallas deu plenos poderes ao escritório da família Moraes, onde também atuam os filhos do casal, Alexandre e Giuliana Barci de Moraes.

Kallas é acionista da Biomm, empresa de medicamentos que tem como principal investidor Daniel Vorcaro, do Banco Master.

A investigação sobre mineração não envolve diretamente a Biomm.

A defesa de Kallas argumenta que ele não possui relação com práticas ilegais recentes e que sua participação na Biomm é limitada a uma fatia minoritária de 8% das ações, enquanto Vorcaro detém 25,86%.

O STF ainda não registrou movimentações processuais desde a autuação.

A petição inicial inclui um documento de substabelecimento que transfere poderes ao escritório da família Moraes para atuar exclusivamente na defesa do empresário.

Fezes no carro alegórico de Lula e rebaixamento: A “esperança” que desceu pelo ralo (veja o vídeo)

JCO 19/02/2026 às 15:32 O que era para ser a grande apoteose petista no Carnaval carioca virou uma piada de mau gosto – literalmente. A Acad...