Lula afirmou nesta sexta-feira (29) que está “muito triste” com a decisão dos Estados Unidos de classificarem as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como “terroristas”.
“Estou muito triste hoje com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos da América do Norte, um tal de Marco Rubio, disse que os nossos criminosos são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção.”
Chama atenção, o modo ‘carinhoso’ como tratou os integrantes do PCC e do CV, qualicando-os como ‘nossos criminosos’ e a mentira sobre o que disse o secretário de estado americano, que em nenhum momento falou em intervenção no Brasil.
Paris perdeu um grande chef brasileiro. Lucas Baur de Campos morreu menos de um mês depois de celebrar os dez anos de enorme sucesso do restaurante que colocou de pé ao lado de sua companheira Ninon Lecomte.
Lucas Baur de Campos
Nascido em Porto Alegre, comandava a cozinha do Brutos e do Bar Principal, na capital francesa. Inventou uma cozinha que refletia o Brasil, mas não era imposta como credencial.
A surpresa não foi somente pela morte precoce e pela a causa, ainda não confirmada, que aponta para um infarto fulminante. Mas também pelo fato de que o chef Lucas estava com muitos planos em curso.
Lucas - ele do Rio Grande do Sul - e Ninon - ela da França - se conheceram em Porto Alegre e decidiram levar a culinária franco-brasileira para a Paris quando abriram Brutus em 2017 e o Bar Principal, em 2021.
Os locais eram famosos por sua comida técnica e saborosa, pequenos petiscos fritos e opções práticas, como hambúrgueres e accra. Outra marca registrada eram os vinhos naturais e coquetéis artesanais feitos exclusivamente com destilados artesanais e sem aditivos, provenientes diretamente dos produtores.
Nas redes sociais, muitas postagens de chefs, cozinheiros, colunistas de gastronomia e comunicadores lamentando a partida precoce e repentina de alguém que usava a comida como ponte de afetos.
Uma desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivana David, afirmou que a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e CV como organizações terroristas já estaria produzindo reflexos no mercado do tráfico de drogas.
Durante entrevista à CNN Brasil, a magistrada afirmou que o aumento das dificuldades para circulação da droga tende a impactar diretamente os preços.
“O PCC e o Comando Vermelho vão continuar atuando e pior do que isso. Hoje, já nas trocas de informação, a inteligência, porque as investigações não param, já sabemos que o preço da cocaína subiu”.
A fala ocorreu durante uma análise sobre os possíveis impactos da medida anunciada pelo governo dos Estados Unidos, que passará a tratar PCC e Comando Vermelho como FTOs (Organizações Terroristas Estrangeiras) a partir de 5 de junho.
Segundo Ivana David, apesar da repercussão internacional, a rotina dos brasileiros e a atuação das facções dentro do país não devem sofrer mudanças imediatas.
“Nós, cidadãos brasileiros que convivemos aqui, moramos aqui em São Paulo, vamos ter a nossa vida hoje como tivemos ontem, e o PCC e o Comando Vermelho vão continuar atuando.”
Durante a entrevista, a desembargadora afirmou que ainda não consegue identificar benefícios concretos para a segurança pública brasileira decorrentes da classificação anunciada pelos Estados Unidos.
“Eu ainda não consegui vislumbrar nenhuma vantagem, confesso a vocês.”
A magistrada destacou que as investigações e o trabalho de inteligência contra as facções já acontecem atualmente por meio da cooperação entre órgãos de segurança e Justiça.
Um novo levantamento foi divulgado nesta sexta-feira, 29 pelo instituto PoderData/AYA.
Trata-se da primeira pesquisa encontro entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump.
Segundo o instituto, o cenário indica de forte equilíbrio em uma eventual disputa de segundo turno entre o petista Lula e Flávio Bolsonaro.
Lula aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Flávio soma 42%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que configura empate técnico. Os números mostram que o cenário está mudando... Há poucos dias, Flávio chegou a aparecer abaixo dos 40%. Com meses para a eleição, tudo pode acontecer.
O levantamento PoderData/AYA ouviu 2.400 pessoas em 651 municípios brasileiros entre os dias 25 e 28 de maio. As entrevistas foram realizadas por telefone. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04882/2026 em 23 de maio de 2026.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro declarou que novas medidas dos Estados Unidos envolvendo o Brasil ainda podem ser anunciadas, após o governo do presidente Donald Trump classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Eduardo afirmou que ele e o senador Flávio Bolsonaro solicitaram outras ações durante encontros recentes realizados com Trump, com o vice-presidente norte-americano, JD Vance, e também com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Eis o que disse Eduardo Bolsonaro:
“Quando o bandido chora, a população trabalhadora se alegra. Sinto a sensação de dever cumprido. Mérito do Flávio que foi determinado defender esta declaração.
E creio que ainda há mais por vir ao aproximar Brasil de EUA”, afirmou.
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O termo "8 de janeiro" sempre será de reflexão... Não se trata mais de apenas uma data qualquer ou um dia comum. Há mais de três anos, tudo mudou... Tudo o que aconteceu após aquele fatídico dia mudou completamente a história do país.
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A China voltou a defender o princípio da “não interferência em assuntos internos” depois da decisão dos Estados Unidos de enquadrar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A declaração foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, durante entrevista coletiva concedida nesta semana.
Segundo a representante do governo chinês, Pequim mantém uma postura histórica de respeito à soberania nacional dos países.
“A China defende o princípio de não interferência em assuntos internos”, afirmou Mao Ning ao comentar a medida anunciada pelos norte-americanos.
Na quinta-feira, 28, o Departamento de Estado dos EUA informou que pretende incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras. A decisão amplia o alcance jurídico e financeiro das ações americanas contra grupos ligados ao crime organizado internacional.
A medida foi anunciada poucos dias depois da visita do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Pelas redes sociais, o parlamentar brasileiro comemorou a iniciativa e agradeceu às autoridades norte-americanas.
“Muito obrigado, Sr. secretário de Estado!”, escreveu Flávio Bolsonaro.
“O combate aos narco-terroristas precisa ser feito com a união entre os países afetados pela atuação criminosa deles! O povo brasileiro agradece!”
De acordo com a porta-voz chinesa, o relacionamento entre Brasil e China possui relevância estratégica entre as parcerias mantidas por Pequim com países em desenvolvimento. Ela afirmou ainda que a visita deve fortalecer o diálogo político e ampliar a cooperação bilateral em diferentes áreas.
“Esperamos que, por meio desta visita, ambas as partes consolidem ainda mais a confiança mútua política e estratégica, continuem a progredir na construção de uma comunidade com um futuro compartilhado, demonstrem um senso de responsabilidade na promoção da solidariedade e da cooperação entre os países do Sul Global e contribuam para a paz e a estabilidade mundial”, declarou Mao Ning.
A ré Monique Medeiros precisou deixar o plenário do II Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro, após passar mal durante a retomada do julgamento do caso Henry Borel, menino de 4 anos morto em 2021. O episódio ocorreu depois que foram exibidas imagens das lesões sofridas pela criança.
Monique é julgada ao lado do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho. Ambos respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação e fraude processual relacionados à morte do menino.
O mal-estar aconteceu por volta das 10h20, no momento em que o médico-perito Luiz Carlos Leal Prestes, testemunha apresentada pelo Ministério Público, detalhava aos jurados as dezessete lesões externas identificadas no corpo de Henry, além da grave laceração no fígado da criança. As imagens foram exibidas em uma tela dentro do tribunal.
Diante da situação, Monique recebeu atendimento médico e deixou a sessão. Segundo informações do julgamento, ela só deverá retornar ao plenário no dia seguinte.
Durante o depoimento, o perito afirmou de maneira categórica que Henry Borel foi vítima de homicídio por espancamento. O especialista declarou aos jurados que a criança sofreu de maneira lenta e intensa antes da morte.
O médico também rejeitou a versão apresentada pela defesa de que os ferimentos poderiam ter sido provocados por manobras de reanimação realizadas no hospital Barra D’Or ou até mesmo por um acidente doméstico.
Segundo Luiz Carlos Leal Prestes, a temperatura corporal do menino indicava que Henry já havia chegado sem vida à unidade hospitalar, afastando a hipótese de que as lesões tenham ocorrido durante o atendimento médico.
O julgamento segue em andamento no Rio de Janeiro e já ouviu dez das vinte e sete testemunhas previstas. As próximas oitivas incluem o médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e Leniel Borel, pai da criança.
Depois dos depoimentos, o processo avançará para o interrogatório dos réus e, posteriormente, para os debates finais entre acusação e defesa.