ARMAZÉM PARAÍBA, SUCESSO EM QUALQUER LUGAR.

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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Justiça atinge ex-esposa de Bolsonaro

JCO

A Justiça Eleitoral determinou a indisponibilidade de bens no valor de R$ 227,6 mil de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi proferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) em razão de débitos decorrentes de irregularidades na prestação de contas da campanha para deputada federal nas eleições de 2022.

As apurações tiveram início ainda durante o processo eleitoral, quando a então candidata deixou de informar a origem de parte dos recursos utilizados em sua campanha. Embora tenha declarado uma arrecadação de R$ 303 mil, uma parcela significativa dos valores apresentados não teve a origem nem a aplicação devidamente comprovadas.

Segundo o TRE-DF, Ana Cristina não prestou contas da utilização de R$ 134.482,77 provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). A ausência de comprovação levou a Justiça Eleitoral a apontar inconsistências na movimentação dos recursos públicos destinados ao financiamento da campanha.

Entre as despesas questionadas estão pagamentos relacionados à contratação de cabos eleitorais e militância, alimentação, combustível, criação de páginas na internet, impulsionamento de conteúdo, locação de bens e contratação de serviços de terceiros. De acordo com a decisão, em diversos casos havia documentação incompleta, ausência de notas fiscais, falta de contratos, inexistência de comprovantes da prestação dos serviços e ausência de demonstração de que os gastos possuíam finalidade eleitoral.

O acórdão também cita exemplos específicos das irregularidades identificadas. Um deles envolve uma despesa de R$ 3 mil com combustível, sem comprovação de utilização em veículos vinculados à campanha. Outro caso refere-se ao pagamento de R$ 35.150 à fornecedora Vyvian R. Cunha Gusmão para atividades de militância, sem elementos considerados suficientes para comprovar que os serviços foram efetivamente executados.

Conforme os autos, Ana Cristina Siqueira Valle foi intimada em diversas oportunidades para prestar esclarecimentos sobre a aplicação dos recursos da campanha, mas não compareceu às convocações realizadas pela Justiça Eleitoral.

Na decisão assinada pelo desembargador Guilherme Pupe da Nóbrega, foram autorizadas medidas para localizar patrimônio caso não sejam encontrados recursos financeiros suficientes para quitar o débito. Entre as providências determinadas estão a realização de pesquisa de veículos por meio do sistema Renajud, consultas às declarações de Imposto de Renda e aos registros de imóveis via InfoJud, eventual registro de indisponibilidade de imóveis na Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB) e a inscrição da devedora nos cadastros de inadimplentes por intermédio do sistema SerasaJud.

A legislação eleitoral estabelece que candidatos que deixam de prestar contas da campanha ficam impedidos de obter a certidão de quitação eleitoral por, no mínimo, quatro anos ou até que regularizem a situação. Além disso, partidos políticos podem ter suspenso o recebimento de recursos do fundo partidário e do fundo eleitoral enquanto persistirem as irregularidades. As normas também determinam que eventuais sobras de campanha sejam devolvidas ao partido e, quando oriundas do fundo partidário, retornem à conta específica destinada à movimentação desses recursos.

Deputado petista perde o mandato junto com outra parlamentar

JCO

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB), oficializou nesta quinta-feira (9) a perda dos mandatos dos deputados federais Paulão (PT-AL) e Dayany Bittencourt (União Brasil-CE). As decisões foram publicadas em edição extraordinária do Diário da Câmara e decorrem de determinações da Justiça Eleitoral relacionadas ao resultado das eleições de 2022.

No caso de Paulão, a cassação do mandato ocorreu após a retotalização dos votos para deputado federal em Alagoas. A revisão foi determinada pela Justiça Eleitoral e posteriormente comunicada à Câmara dos Deputados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), resultando na alteração da composição da bancada do estado.

Situação semelhante ocorreu no Ceará. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou uma nova totalização dos votos da eleição de 2022, modificando a distribuição das vagas destinadas ao estado na Câmara dos Deputados. Com a mudança no cálculo eleitoral, Dayany Bittencourt perdeu o mandato.

As duas medidas foram formalizadas diretamente pela Mesa Diretora, sem necessidade de deliberação em plenário. Nesses casos, a Câmara apenas cumpre e registra a decisão da Justiça Eleitoral, conforme estabelece o artigo 55 da Constituição Federal.

Após a oficialização da perda do mandato de Paulão, a bancada do Partido dos Trabalhadores divulgou uma nota manifestando "inconformismo" com a decisão e prestando "integral solidariedade" ao parlamentar. O partido sustentou que o deputado foi prejudicado por uma decisão judicial que, segundo a legenda, favoreceu as elites políticas e econômicas de Alagoas.

A sigla também informou que ingressará com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão. A expectativa do partido é que o entendimento já manifestado pelo ministro Dias Toffoli, favorável à permanência de Paulão no cargo durante julgamento no plenário do TSE, seja acompanhado pela maioria dos ministros quando a Corte retomar seus trabalhos no mês de agosto.

Até a publicação da reportagem original, as assessorias de Paulão e de Dayany Bittencourt não haviam se pronunciado sobre as decisões. O espaço permaneceu aberto para eventuais manifestações dos parlamentares.

Moraes finalmente encontra uma arma de Bolsonaro

JCO

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a espingarda registrada em seu nome e apreendida pela Polícia Federal (PF) no Rio Grande do Sul, nunca chegou a ser retirada da empresa que a ofereceu como presente. Segundo os advogados, o armamento permaneceu armazenado no estabelecimento desde o momento em que foi recebido.

O equipamento apreendido é uma espingarda da fabricante Maestro Arms Company. Na petição encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, a defesa sustenta que o item foi recebido "a título de presente, sequer chegou a ser retirado das dependências da empresa, circunstância que explica sua permanência naquele estabelecimento comercial até o presente momento".

No documento apresentado ao STF, os advogados indicaram que a empresa responsável pelo armamento está localizada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Durante o cumprimento da ordem judicial, entretanto, a Polícia Federal localizou a espingarda na residência de um dos responsáveis pela empresa, situada no município de Cachoeirinha (RS), onde o armamento foi apreendido.

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes com o objetivo de verificar a localização de outras armas registradas em nome do ex-presidente. A medida ocorreu após uma pistola vinculada a Bolsonaro ter sido apreendida anteriormente durante uma blitz realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal.

Apesar das diligências realizadas nesta quarta-feira, nenhum armamento foi encontrado na residência do ex-presidente. A ação concentrou-se em endereços relacionados aos registros existentes nos sistemas de controle de armas.

Ao fundamentar a decisão, Alexandre de Moraes afirmou que não havia documentação suficiente comprovando que a espingarda permanecia sob a guarda da empresa mencionada pela defesa. Segundo o ministro, essa ausência de comprovação foi um dos elementos que justificaram a expedição da ordem de busca e apreensão para localizar o armamento.

Assassino do "massacre no cinema" em 1999 é flagrado frequentando shopping em Salvador

 JCO

Mateus da Costa Meira, autor do ataque a tiros que deixou três mortos e nove feridos em uma sala de cinema do Morumbi Shopping, em São Paulo, em 1999, voltou a chamar a atenção após ser visto com frequência no Shopping Barra, em Salvador. Atualmente com 51 anos e em liberdade desde 2024, o ex-estudante de Medicina passou a circular regularmente pelo centro comercial, onde frequenta cafés, livrarias e até salas de cinema, situação que tem provocado apreensão entre comerciantes e frequentadores.

Morador de uma quitinete localizada a poucos quarteirões do shopping, Mateus passou a ser reconhecido por clientes e lojistas, que compartilham fotografias dele em grupos de mensagens. Segundo relatos, sua presença despertou receio entre trabalhadores do local.

"Quando eu o vi pela primeira vez, fiquei em dúvida, porque ele está bem diferente. Mas logo a informação se espalhou no shopping, deixando os vendedores com medo", afirmou a comerciante Janaína Chaseliov, de 34 anos.

A trajetória judicial de Mateus teve início após o massacre ocorrido durante uma sessão do filme "Clube da luta". Na época, a defesa sustentou que ele seria inimputável por apresentar transtornos mentais que comprometeriam sua capacidade de compreender os próprios atos. A tese, porém, foi rejeitada durante o processo conduzido pela Justiça de São Paulo.

Uma junta formada pelos psiquiatras Sérgio Paulo Rigonatti, Antônio Carlos Justino Cabral e Moacyr Alexandro Rosa, além da psicóloga Maria Adelaide de Freitas Caires, concluiu que, apesar de apresentar transtornos mentais, incluindo psicopatia, Mateus possuía plena capacidade de entender a ilicitude de suas ações e de agir conforme esse entendimento.

Os especialistas destacaram que o atentado foi cuidadosamente planejado. Segundo as investigações, ele adquiriu uma submetralhadora por R$ 5 mil, providenciou munição, consumiu cocaína antes do crime, deixou o apartamento onde vivia e hospedou-se em um hotel para dificultar sua localização. Durante o inquérito, declarou:

"Poderia ser na Câmara dos Deputados. Mas lá tem detector de metais. Por isso escolhi o shopping".

Para os peritos, esse planejamento demonstrava capacidade de organização e controle sobre seus atos.

Levado a julgamento em 2003, Mateus foi condenado e encaminhado para cumprir pena na Penitenciária de Tremembé, em São Paulo. No ano seguinte, conseguiu transferência para a Penitenciária Lemos Brito, em Salvador, para permanecer mais próximo da família.

Enquanto cumpria pena na Bahia, Mateus tentou matar o detento Francisco Vidal Lopes utilizando uma tesoura. O episódio originou um novo processo criminal, no qual sua defesa voltou a alegar inimputabilidade. Diferentemente do julgamento anterior, o Ministério Público da Bahia aderiu à tese defensiva e os jurados concluíram que ele era inimputável. Com isso, foi absolvido de forma imprópria e encaminhado para internação por tempo indeterminado no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico da Bahia.

Durante o período de internação, diversos laudos apontaram que Mateus não demonstrava arrependimento genuíno nem empatia pelas vítimas. Em uma das avaliações, afirmou:

"Eu me arrependo, mas é aquele arrependimento egoísta porque, é claro, a pessoa vai pensar primeiro em si mesma. Eu me arrependo primeiro em relação a mim, depois em relação aos meus pais, porque não pensei neles quando fiz isso. Por fim, nos familiares das vítimas. Eu me arrependo do que fiz, mas quem está sentindo isso sou eu e minha família. Quer dizer, penso primeiro em mim porque quem está preso aqui, sofrendo, sou eu".

Em outro relato aos profissionais responsáveis pelas avaliações, declarou que "lamenta muito" não ter esperado mais alguns meses antes de cometer o atentado.

"Se eu tivesse esperado, teria me formado. E com curso superior, ficaria numa cela especial e não misturado com os outros", afirmou.

A Justiça da Bahia autorizou sua desinternação em 2024, condicionando a liberdade à continuidade do tratamento psiquiátrico sob supervisão dos pais, Deolindo Vanderlei Meira, de 87 anos, e Alina da Costa Meira, de 84. Entretanto, informações obtidas posteriormente indicam que Mateus reside sozinho em Salvador. Conforme declarações prestadas pelos próprios familiares durante o processo, ele já teria agredido parentes em diversas ocasiões, chegando a quebrar três costelas do pai durante uma luta corporal.

O advogado Vivaldo Amaral Adaes, que atuou em sua defesa, afirmou ter encerrado a representação logo após a soltura por receio de possíveis represálias. Segundo ele, Mateus mantinha uma lista com pessoas que pretendia matar, incluindo antigos advogados, integrantes do júri, jornalistas, médicos, psicólogos, servidores do sistema prisional e ex-companheiros de cela.

Outras pessoas que conhecem Mateus também relataram preocupação ao encontrá-lo no Shopping Barra. O médico Marco Antônio Damasceno, ex-colega de infância do autor da chacina, afirmou tê-lo visto diversas vezes nas dependências do cinema. "Também já vi o Mateus várias vezes na bilheteria do cinema. Está acima do peso e me parece bem sombrio. Me cumprimentou normalmente. Fiquei com medo porque ele carregava uma mochila", declarou.

Especialistas que participaram de avaliações psiquiátricas ao longo dos anos continuam divergindo da decisão que permitiu sua liberdade. A psiquiatra Hilda Morana afirmou que Mateus permanece perigoso e o classificou como um "psicopata perverso", defendendo que ele não deveria conviver livremente em sociedade. Na mesma linha, a psiquiatra Grace Adriana Lopes Conceição, que o acompanhou durante quase um ano no Hospital de Custódia, avaliou que o risco de novos crimes ainda existe em razão de sua personalidade antissocial, marcada pela ausência de empatia, frieza e elevado poder de planejamento.

Quando ocorreu o massacre no Morumbi Shopping, em 1999, a legislação brasileira limitava o cumprimento de pena a 30 anos de prisão. No entanto, a tentativa de homicídio praticada por Mateus já no sistema prisional poderia alterar esse cálculo caso houvesse condenação definitiva pelo novo crime. Apesar de o Ministério Público da Bahia ter apoiado sua transferência para o Hospital de Custódia, o órgão posteriormente se posicionou contra a concessão da liberdade e recorreu às instâncias superiores para tentar manter a medida de internação.


Pai que deu chute no rosto de filha de 3 anos recebe o 1º castigo

JCO


A mãe da menina de três anos agredida pelo pai em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, fez o registro do boletim de ocorrência depois de assistir às imagens da violência que passaram a circular nas redes sociais. O caso aconteceu no domingo (5) e foi flagrado por câmeras de segurança,

As gravações mostram o pai caminhando pela rua com a filha, de três anos, e outro filho, de cinco. Em determinado momento, ele desfere um chute contra a menina, que cai no chão. 

Ele havia prestado depoimento à Polícia Civil na tarde dessa quarta-feira (8/7). Durante o interrogatório, admitiu ter agredido a criança e afirmou que a reação foi provocada pelo choro da filha. O homem disse, porém, que não se recorda de todos os detalhes da agressão. O homem acaba de  receber o 1º castigo: Ele foi preso nesta quinta-feira (9). A polícia não divulgou a sua identidade. Ele vai responder pelo crime de lesão corporal.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Seleção argentina na Copa do Mundo é alvo de investigação do FBI; entenda o que está sendo apurado

Jetss

Claudio “Chiqui” Tapia, presidente da AFA, ao lado de Gianni Infantino durante encontro do Conselho da FIFA. (Foto: Instagram)© Foto: Instagram

O FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriram uma investigação sobre as movimentações financeiras da Associação de Futebol Argentino (AFA) durante a Copa do Mundo, com o objetivo de apurar contratos internacionais geridos pela empresa TourProdEnter LLC, que podem ter servido a operações suspeitas de lavagem de dinheiro e fraude bancária.

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Segundo o jornal argentino La Nacion, agentes federais americanos estão reunindo depoimentos e solicitando documentos para compreender como a AFA transferiu recursos pelo sistema financeiro dos EUA. As autoridades analisam se essas transações se enquadram em crimes previstos na legislação norte-americana, como lavagem de dinheiro e fraude bancária.

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A primeira pessoa ouvida foi o empresário Guillermo Tofoni, que prestou depoimento por videoconferência durante aproximadamente três horas, detalhando sua atuação nas transações ligadas à AFA em conversas com promotores e agentes do FBI sediados em Washington e Miami.

A investigação também mira o presidente da AFA, Claudio “Chiqui” Tapia, e o dirigente Pablo Toviggino, além do produtor teatral Javier Faroni, dono da TourProdEnter LLC. A empresa teria sido responsável pela negociação e arrecadação de receitas comerciais internacionais da entidade.

Fontes ouvidas pelo La Nacion informam que a investigação preliminar foi estruturada em meados de 2025 e conta com promotores federais dos Estados Unidos. Há expectativa de que também sejam convocados ex-integrantes do governo de Javier Milei com acesso a relatórios sobre as finanças da AFA.

Os documentos obtidos indicam que a TourProdEnter LLC movimentou centenas de milhões de dólares em diferentes bancos norte-americanos — Citibank, Bank of America, JP Morgan, PNC Bank e Synovus — por meio de transferências registradas em extratos e planilhas financeiras.

A reportagem do La Nacion aponta que a empresa administrou cerca de 260 milhões de dólares (equivalente a R$ 1,3 bilhão) em receitas da AFA. Do total, aproximadamente 57 milhões de dólares teriam sido destinados a entidades e beneficiários sem justificativa econômica clara, segundo os documentos.

Até o momento, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos não se manifestou oficialmente sobre o andamento do inquérito, que ainda pode incluir pedidos formais de documentos a instituições financeiras e novas oitivas de envolvidos.

CONTAMOS COM SUA PRESENÇA.

A pré-candidata a Deputada Estadual Gracinha Mão Santa tem a honra e o prazer de convidar amigos, lideranças e toda a população para partici...