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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Trump aciona Suprema Corte e quer mexer diretamente na eleição

JCO

O governo do presidente Donald Trump solicitou à Suprema Corte dos Estados Unidos autorização para colocar em vigor um decreto que endurece as regras para o voto por correspondência. A iniciativa ocorre poucos meses antes das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro, e integra um conjunto de medidas voltadas à segurança do processo eleitoral.

O pedido foi apresentado após um tribunal federal de apelações manter, no último sábado, a suspensão da medida em 23 estados e no Distrito de Colúmbia. Nessas localidades, o decreto foi alvo de ações judiciais, e o governo busca agora que suas determinações passem a valer enquanto o mérito do caso continua sendo analisado pela Justiça.

Editado por Donald Trump em março, o decreto estabelece a criação de um cadastro federal com cidadãos autorizados a votar por correspondência. A lista seria organizada pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) em conjunto com a Administração da Seguridade Social. Pelo texto, apenas os eleitores incluídos nesse banco de dados poderiam receber cédulas enviadas pelos Correios.

Segundo o governo Trump, o objetivo das novas regras é impedir que pessoas sem cidadania norte-americana participem das eleições. Autoridades e estudos citados no processo, porém, apontam que esse tipo de ocorrência é considerado incomum nos Estados Unidos, embora a prática seja tipificada como crime e possa resultar em deportação.

Outra iniciativa relacionada ao tema foi assinada por Trump em 25 de março. O decreto tornou obrigatória a comprovação da cidadania para o registro de eleitores e mencionou o Brasil e a Índia como exemplos de países que utilizam sistemas de identificação biométrica para reforçar a segurança eleitoral.

"A Índia e o Brasil, por exemplo, estão vinculando a identificação do eleitor a um banco de dados biométrico, enquanto os Estados Unidos dependem amplamente da autodeclaração de cidadania", dizia o documento.

Essa norma também previa que o Departamento de Segurança Interna (DHS), o Departamento de Estado e a Administração da Seguridade Social compartilhassem dados federais com os estados para auxiliar na verificação da elegibilidade dos eleitores.

Além disso, o decreto condicionava parte do financiamento federal aos estados que adotassem os padrões de votação definidos pela administração federal. O texto também buscava impedir a contabilização de votos recebidos após o Dia da Eleição, prática que já possui restrições na legislação, mas que, segundo o governo, exigiria fiscalização mais rigorosa.

Dias depois, Trump assinou uma nova ordem executiva voltada especificamente ao voto por correspondência. Entre as medidas previstas estão a criação de listas estaduais de eleitores habilitados para essa modalidade, o envio de cédulas apenas aos cidadãos previamente cadastrados e a utilização de envelopes considerados mais seguros, equipados com códigos de barras individuais para permitir o rastreamento.

Presidente eleito da Colômbia anuncia fechamento de 14 embaixadas

Notícias ao Minuto.

Presidente eleito também pretende encerrar consulados, suspender a abertura da missão na Palestina e reabrir a embaixada em Israel. Mudanças serão implementadas após a posse, marcada para 7 de agosto© DR

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou uma ampla reformulação da estrutura diplomática do país. A partir de sua posse, em 7 de agosto, pelo menos 14 embaixadas e cerca de 15 consulados deverão ser fechados.

A lista inclui as representações colombianas na Argélia, Azerbaijão, Barbados, Cuba, República Tcheca, Etiópia, Gana, Haiti, Hungria, Malásia, Nicarágua, Romênia, Senegal e África do Sul. O futuro governo também suspenderá o processo de abertura de uma embaixada na Palestina.

Segundo De la Espriella, o encerramento das unidades não significará o rompimento automático das relações diplomáticas com os países afetados. As exceções serão Cuba e Nicarágua, governos classificados por ele como “tiranias” com as quais sua administração não pretende manter vínculos.

Os colombianos que vivem nos locais atingidos pela mudança continuarão recebendo atendimento consular por meio de embaixadas instaladas em países próximos. A proposta, de acordo com o presidente eleito, é reduzir estruturas consideradas pouco eficientes e redirecionar a atuação internacional da Colômbia.

Uma das principais mudanças será a retomada das relações com Israel. De la Espriella pretende reabrir a embaixada colombiana no país e instalá-la em Jerusalém, cumprindo uma promessa feita durante a campanha eleitoral. O restabelecimento dos laços diplomáticos deverá ocorrer a partir da posse do novo governo.

A reorganização também prevê a abertura de uma missão diplomática na Nigéria, que passará a concentrar parte da atuação colombiana no continente africano.

Algumas representações serão unificadas para evitar a duplicação de funções. Em Paris, um único embaixador deverá responder pela missão na França e pela representação junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a Unesco. O mesmo modelo será adotado em Roma, onde as embaixadas na Itália e na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a FAO, ficarão sob um único comando.

Nos primeiros 100 dias de governo, De la Espriella pretende determinar uma auditoria técnica nas demais unidades diplomáticas para avaliar custos, resultados e a necessidade de manutenção de cada representação.

O presidente eleito afirmou que os recursos economizados serão destinados a áreas como segurança, saúde, educação e infraestrutura.

“Cada peso que economizarmos na burocracia será um peso que poderemos investir em segurança, saúde, educação, infraestrutura e, acima de tudo, em oportunidades para os mais pobres”, declarou.

De la Espriella sustenta que a política externa de seu governo será direcionada à atração de investimentos, à abertura de mercados e à defesa dos interesses comerciais da Colômbia no exterior.

O império dos irmãos Batista, o dinheiro público e o povo sempre pagando a conta

JCO

Poucas trajetórias empresariais no Brasil simbolizam tão bem a proximidade entre grandes negócios privados e o poder público quanto a história dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

O grupo que nasceu no setor frigorífico transformou-se em um conglomerado presente nos alimentos, na celulose, na mineração, nos bancos, nos meios de pagamento, nos cosméticos, no petróleo, no gás e na energia elétrica.

Agora, os irmãos Batista voltam seus olhos para um dos maiores símbolos da economia brasileira: a Vale.

Segundo informações publicadas pela imprensa, o plano inicial envolvia entregar à mineradora parte de suas minas de ferro em Corumbá, recebendo em troca ações da companhia. Depois, os empresários poderiam aportar mais recursos para tentar ocupar uma posição entre os acionistas de referência da Vale.

A operação envolvendo as minas não avançou. A própria Vale informou que avaliou e descartou o investimento. Mas a ambição revelada pelo episódio permanece impressionante.

Os Batista, que já controlam um dos maiores grupos de alimentos do planeta, não escondem o desejo de ampliar sua presença justamente nos setores mais estratégicos da economia nacional.

Não estamos falando apenas de carne bovina ou de frigoríficos. Estamos falando de mineração, energia, gás, petróleo, sistema financeiro e infraestrutura.

A J&F controla ou mantém participação em empresas como JBS, Eldorado Brasil, Âmbar Energia, LHG Mining, Fluxus, Flora, PicPay e Banco Original. Nos Estados Unidos, seu alcance passa por operações como JBS USA, Pilgrim’s Pride e Swift Prepared Foods.

Na Venezuela, ainda não há ativo confirmado pertencente ao grupo. Entretanto, a Fluxus já avalia oportunidades no setor de petróleo e gás, enquanto Joesley Batista circula com desenvoltura entre autoridades de Caracas e Washington.

Poucos empresários brasileiros possuem hoje tamanho acesso político e diplomático.

E não fosse o sucesso político por certo não chegariam até onde chegaram. Até hoje não sabemos que fim levaram os BILIONÁRIOS investimentos do BNDES. Possivelmente o povo está pagando até hoje.

Mas esse império não pode ser contado sem mencionar o papel do Estado brasileiro em sua expansão.

Durante os governos Lula e Dilma, a JBS tornou-se uma das principais vitrines da política dos chamados “campeões nacionais”.

O BNDES e sua área de participações investiram bilhões de reais na companhia, oferecendo o capital necessário para uma agressiva sequência de aquisições dentro e fora do Brasil.

A justificativa era criar uma multinacional brasileira capaz de competir no mercado internacional.

E, de fato, nasceu uma gigante. A pergunta que nunca foi suficientemente respondida é outra:

Quem assumiu os riscos enquanto o patrimônio privado crescia? Quando tudo funciona, os lucros pertencem aos acionistas. Quando a operação ameaça produzir prejuízos sistêmicos, a conta frequentemente encontra um caminho até o bolso do contribuinte ou do consumidor.

É justamente isso que volta a preocupar no setor elétrico.

A Âmbar Energia, pertencente ao grupo J&F, avançou para assumir a Amazonas Energia, distribuidora historicamente deficitária, endividada e dependente de condições regulatórias especiais.

O negócio foi acompanhado de flexibilizações, subsídios e mecanismos destinados a garantir a continuidade do fornecimento de energia.

O problema é que esses mecanismos não são financiados por uma árvore de dinheiro plantada em Brasília. São pagos por encargos cobrados nas contas de luz e distribuídos entre os consumidores brasileiros.

Na prática, uma empresa privada pode assumir um ativo problemático com parte relevante dos riscos amortecida pelo sistema elétrico nacional. O empresário fica com a possibilidade de recuperação e valorização do negócio.

O brasileiro fica exposto à conta.

Não se trata de condenar o lucro ou a expansão empresarial. Empresas existem para crescer, investir e gerar resultados.

O que precisa ser questionado é a repetição de um modelo, sempre com o patrocínio estatal, no qual determinados grupos parecem encontrar uma porta aberta no Estado.

No passado, o dinheiro público ajudou a financiar aquisições e a internacionalização da JBS.

Agora, decisões governamentais e regulatórias tornam possível a entrada do mesmo conglomerado em setores deficitários, estratégicos e fortemente dependentes de garantias públicas.

E, no horizonte, surge até mesmo a Vale. Uma das maiores mineradoras do mundo.

Uma empresa que já foi estatal e que continua exercendo enorme influência sobre a economia, as exportações e os recursos naturais brasileiros.

A simples possibilidade de os irmãos Batista se tornarem acionistas relevantes da Vale mostra até onde chegou o projeto de poder empresarial iniciado décadas atrás.

E também impulsionado de forma decisiva por financiamentos, aportes e decisões produzidas dentro do Estado brasileiro.

Por isso, a discussão não deve ser reduzida à capacidade empresarial dos irmãos Batista.

O verdadeiro debate é sobre os limites da associação entre poder econômico e poder político.

Quando um conglomerado privado cresce apoiado por dinheiro público passa a circular com facilidade pelos gabinetes de Brasília, Washington e Caracas, a sociedade tem o direito de perguntar:

Onde termina o empreendedorismo e onde começa o capitalismo de relações.

O Brasil já assistiu muitas vezes à privatização dos lucros e à socialização dos prejuízos.

Os nomes mudam. As empresas mudam. As justificativas também mudam.

Mas o roteiro permanece assustadoramente parecido.

O empresário amplia seu império. O governo celebra a formação de mais um gigante nacional.

E, quando a conta aparece, ela não chega à sede da holding. Chega à casa do trabalhador, discretamente incluída na tarifa de energia, nos impostos ou na dívida pública.

Os irmãos Batista podem até continuar sonhando com a Vale.

O contribuinte brasileiro, porém, tem motivos de sobra para temer que, mais uma vez, seja chamado a pagar pela realização desse sonho.

Jayme Rizolli

Jornalista.

Ação do PT contra uso de IA de Bolsonaro: “Tudo mentira” (veja o vídeo)

JCO

Os argumentos utilizados pelo PT para propor ação contra o PL pedindo a cassação da candidatura de Flávio Bolsonaro e a punição do ex-presidente Jair Bolsonaro, não passa de mais um devaneio, mera aventura jurídica sem nenhuma sustentação.

O jurista André Marsíglia definiu com duas palavras a argumentação petista: “Tudo mentira”.

De fato, Jair Bolsonaro não pode ser penalizado por atos de terceiros. Por outro lado, a utilização de IA da forma como foi feita pelo PL encontra respaldo na lei.

Confira:

URGENTE: Trump toma nova decisão que atinge o Brasil

JCO 28/07/2026 às 16:00 O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu prorrogar por mais um ano o estado de emergência n...