ARMAZÉM PARAÍBA, SUCESSO EM QUALQUER LUGAR.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Com o país em caos, nova pesquisa põe Flávio 7 pontos a frente de Lula

JCO

O instituto Gerp divulgou nesta quarta-feira (9) uma nova pesquisa com as intenções de voto para presidente da República nas eleições 2026.

O cenário estimulado de primeiro turno mostra Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula (PT), mas a vantagem de 3 pontos percentuais configura empate técnico dentro da margem de erro.

Na simulação de segundo turno, Flávio abre 7 pontos percentuais para Lula, o que daria a vitória no embate direto ao candidato do PL.

A Gerp fez um cenário espontâneo (quando não são mostrados os nomes dos candidatos previamente) e um cenário estimulado (quando são mostrados os concorrentes para escolha do eleitor) para o primeiro turno, incluindo Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem até 14 de setembro para julgar e homologar ou barrar os registros dos presidenciáveis.

Na pesquisa espontânea, Flávio Bolsonaro e Lula empatam tecnicamente

Flávio Bolsonaro (PL): 33%
Lula (PT): 30%
Escritor Augusto Cury (Avante): 4%
Renan Santos (Missão): 3%
Ronaldo Caiado (PSD): 2%
Zema (Novo): 0%
Pablo Marçal (PRTB): 0%
Hertz Dias (PSTU): 0%
Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
Outros: 0%
Não sabe: 27%

Empate técnico entre Flávio e Lula se estende para o cenário estimulado

Flávio Bolsonaro (PL): 37%
Lula (PT): 34%
Escritor Augusto Cury (Avante): 6%
Ronaldo Caiado (PSD): 5%
Renan Santos (Missão): 4%
Pablo Marçal (PRTB): 2%
Zema (Novo): 1%
Samara (UP): 0%
Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
Hertz Dias (PSTU): 0%
Clariana Barão (DC): 0%
Nenhum deles: 4%
Não sabe: 8%
Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Edmilson Costa (PCB) não foram citados.

O instituto Gerp simulou um cenário de segundo turno.

Lula x Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro (PL): 47%
Lula (PT): 40%
Nenhum deles: 11%
Não sabe/não respondeu: 3%

A rejeição para presidente da República em 2026 também foi apurada.

A Gerp quis saber dos entrevistados em quais dos candidatos apresentados eles não votariam de jeito nenhum para presidente da República. O resultado foi:

Lula (PT): 49%
Flávio Bolsonaro (PL): 40%
Renan Santos (Missão): 9%
Pablo Marçal (PRTB): 8%
Zema (Novo): 8%
Ronaldo Caiado (PSD): 8%
Escritor Augusto Cury (Avante):7%
Rui Costa Pimenta (PCO): 6%
Samara (UP): 6%
Edmilson Costa (PCB): 6%
Clariana Barão (DC): 6%
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 5%
Hertz Dias (PSTU): 5%
Não votaria em nenhum deles: 2%
Poderia votar em qualquer um deles: 2%
Não sabe: 5%

Metodologia: 2.400 entrevistados pela Gerp de 3 a 8 de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95,55%. Margem de erro: 2,0 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-00251/20.

O esgoto do sigilo transbordou: Quando o poder já não consegue esconder seus excessos

JCO

Durante anos, Alexandre de Moraes construiu ao redor de si uma imagem de autoridade incontestável. Questionamentos foram tratados como afrontas; críticas, como ameaças; e aqueles que apontavam seus erros frequentemente se viram investigados, censurados ou processados.

O inquérito das fake news e os processos relacionados ao 8 de Janeiro tornaram-se símbolos dessa concentração extraordinária de poder. Investigação, acusação e julgamento passaram a conviver perigosamente próximos, enquanto decisões relevantes eram protegidas pelo sigilo e justificadas em nome da defesa das instituições.

Criou-se, assim, um grande gabinete político-jurídico repleto de decisões, contradições, ressentimentos e excessos. Tudo aquilo que poderia produzir desgaste era conduzido para uma tubulação chamada sigilo — o conhecido “sigilo de 100 anos” transformado aqui no símbolo nacional de tudo o que o poder prefere esconder.

Durante algum tempo, o esgoto pareceu funcionar. Documentos desapareceram da vista do público, questionamentos foram abafados e críticos foram intimidados. Mas nenhuma tubulação consegue absorver indefinidamente o acúmulo produzido pela arrogância.

A atuação de André Mendonça em episódios recentes abriu uma nova comporta dentro desse sistema. Ao movimentar documentos, decisões e investigações que atingem o próprio ambiente do Supremo, ajudou a empurrar para dentro daquele gabinete uma quantidade de material que o velho esgoto do sigilo já não consegue esconder.

E então aconteceu o inevitável: o sigilo transbordou.

Agora, aquilo que antes desaparecia pelos canos começa a retornar à superfície. As contradições aparecem, os métodos passam a ser questionados e a autoridade que não admitia ser contestada encontra-se diante dos efeitos produzidos pelo próprio exercício do poder.

Não se trata apenas da crise de um ministro. Trata-se da deterioração da confiança em uma instituição inteira.

Porque, quando o sigilo deixa de proteger a Justiça e passa a proteger seus excessos, a sujeira pode até ser escondida por algum tempo — mas sempre chegará o momento em que o esgoto devolverá tudo.

E com mais força.

Jayme Rizolli

Jornalista.

OAB-SP se une a entidades e vai pra cima do STF em busca de respostas

JCO

A seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) e mais de 20 entidades divulgaram nesta terça-feira, 8, um manifesto em defesa de mudanças no Judiciário e da apuração transparente dos episódios que envolvem a atual crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF).

Intitulado “Em Defesa da Justiça e pela Reforma do Judiciário”, o documento reúne, entre outros signatários, as seccionais da OAB do Rio de Janeiro e do Paraná, a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Associação dos Advogados (AASP), o Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP), a Comissão Arns e a Transparência Brasil.

De acordo com a OAB-SP, a iniciativa faz parte de uma agenda mais ampla que vem sendo defendida pela entidade com o objetivo de aperfeiçoar o funcionamento do Poder Judiciário.

“Nossa República enfrenta um teste inédito de integridade. As sucessivas crises que ocorrem em Brasília, em especial no Supremo Tribunal Federal, colocam em risco as instituições. Os episódios recentes podem lançar o Brasil num momento de especial gravidade, pois a confiança da população na Justiça é alicerce da democracia“, inicia o texto.

O manifesto sustenta ainda que a credibilidade das instituições judiciais depende de uma atuação percebida como imparcial, ética e equilibrada. Nesse contexto, os signatários defendem que as suspeitas atualmente existentes sejam examinadas publicamente pelo plenário do STF, com participação dos ministros que não estejam diretamente envolvidos nos fatos sob análise.

“A convivência social pacífica depende da certeza de que as instituições judiciais atuam de forma imparcial, ética e equilibrada. Neste momento crítico não há espaço para soluções obscuras, casuísticas ou revanchistas: cabe ao Plenário do STF, em discussão livre, pública e presencial, examinar as suspeitas e acusações existentes“.

Outro ponto destacado é a necessidade de preservar o devido processo legal e evitar qualquer possibilidade de parcialidade durante a apuração dos acontecimentos.

“Autoridades suspeitas, acusadas ou diretamente interessadas devem ser afastadas desse processo decisório, com ampla oportunidade de esclarecer os fatos à luz do devido processo legal. A democracia exige transparência e procedimentos públicos imunes a parcialidade e ao favorecimento”.

Para as entidades, entretanto, a resposta aos acontecimentos recentes não deve ficar restrita aos episódios que desencadearam a crise atual. O documento propõe uma discussão mais abrangente sobre o funcionamento da Justiça brasileira, com mudanças estruturais no sistema.

Ainda de acordo com o texto, “a resposta à crise não pode se limitar aos episódios atuais”. Para fortalecer nossa Justiça e proteger o STF, diz, é preciso “discutir uma ampla reforma do Judiciário: Código de Conduta, a ampliação das hipóteses de impedimento e suspeição, mandato para os Ministros do STF, redução da competência criminal dos Tribunais Superiores, limitação dos julgamentos virtuais e das decisões monocráticas, entre outras medidas necessárias”.

Ao encerrar o manifesto, as entidades reforçam que a autoridade do Supremo depende não apenas de suas decisões, mas também da confiança da sociedade em sua atuação.

O manifesto finaliza dizendo que fortalecer o STF “significa preservar sua autoridade por meio da transparência e da confiança pública. É disso que o Brasil precisa agora”.

Você não vai acreditar no que o Jornal Nacional fez... (veja o vídeo)

JCO

Uma grande mudança está acontecendo...

Até o Jornal Nacional está mostrando a realidade do país.

Uma reportagem mostrou os bastidores da decisão de André Mendonça, o monitoramento ilegal da PF e o afastamento de Andrei Rodrigues.

Veja: 

URGENTE: OAB-DF abre processo disciplinar contra filhos e esposa de Moraes

JCO

A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) determinou a abertura de processo ético-disciplinar contra sócios do escritório Barci & Barci Advogados, ligado à família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi anunciada nesta terça-feira (8/9) pelo presidente da entidade, Paulo Maurício Siqueira, durante reunião extraordinária do Conselho Pleno.

Registrado em São Paulo como Barci de Moraes Sociedade de Advogados, o escritório utiliza no Distrito Federal o nome Barci & Barci Sociedade de Advogados. O procedimento ficará sob responsabilidade do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-DF, que deverá analisar possíveis infrações previstas no Código de Ética e Disciplina e no Estatuto da Advocacia.

A apuração foi instaurada com base em informações mencionadas em relatório da Polícia Federal que veio a público no contexto das investigações relacionadas ao Banco Master. Caberá ao órgão responsável pelo processo examinar os elementos apresentados e determinar se houve, de fato, violação das normas que regulamentam o exercício da advocacia.

Entre os pontos que poderão ser analisados estão possíveis conflitos de interesses, captação indevida de clientela, condutas incompatíveis com a dignidade profissional e eventual utilização da estrutura do escritório para práticas ilícitas. A abertura do procedimento, contudo, não representa conclusão sobre a existência de irregularidades.

“Advocacia não é meio para cometimento de crimes”, afirmou o presidente da OAB-DF durante a reunião.

Foram relacionados ao processo Giuliana Barci de Moraes, Alexandre Barci de Moraes, Viviane Barci de Moraes, Ana Cláudia Consani de Moraes e Fernanda Ghiuro Valentini Fritoli. Os cinco deverão apresentar suas manifestações no âmbito da OAB-DF.

A entidade também decidiu instaurar procedimento ético-disciplinar contra o advogado Ciro Soares. De acordo com informações atribuídas ao relatório da Polícia Federal, ele teria atuado como intermediário em comunicações entre Daniel Vorcaro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A OAB-DF ressaltou que os dois procedimentos serão conduzidos sob o sigilo determinado pela legislação e que a abertura das apurações não significa antecipação de culpa dos envolvidos.

“Ambos os procedimentos seguirão o sigilo previsto em lei e não significam a emissão de qualquer juízo antecipado de culpa e respeitarão todas as garantias processuais e constitucionais dos representados”, declarou a OAB-DF, em nota.

A investigação ocorre enquanto autoridades apuram diferentes aspectos relacionados ao Banco Master, cenário que também provocou discussões sobre a atuação de integrantes do STF e de pessoas próximas aos ministros da Corte. O escritório Barci de Moraes Advocacia é comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes.

Procurado, o escritório afirmou que considera a abertura do procedimento inadequada e contestou a utilização dos fatos mencionados no relatório. Em nota, a defesa também citou o posicionamento anterior da Procuradoria-Geral da República.

“O escritório Barci de Moraes lamenta que questões já analisadas e arquivadas pela PGR sejam utilizadas em contexto eleitoral na OAB/DF. Espera que o presidente da entidade, Paulo Maurício Braz Siqueira, reveja suas declarações e faça os esclarecimentos necessários, evitando a adoção das medidas cabíveis”.

Pressionado, Gilmar reage com frase bizarra que já chegou em Fachin

JCO

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), reagiu a informações de que poderia sofrer uma tentativa de constrangimento por causa de uma suposta relação de seu ex-cunhado, Chiquinho Feitosa, com Daniel Vorcaro.

Segundo apuração, Gilmar teria afirmado que não pretende fazer qualquer tipo de acordo diante de uma eventual tentativa de pressão.

“Pelas regras, você não faz pacto com chantagista. Ou você mata ou morre”, disse.

O recado teria chegado ao conhecimento do presidente do STF, Edson Fachin.

A manifestação ocorre em meio à atuação de Gilmar no julgamento que discute o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.

O ministro pediu vista do processo analisado pela Segunda Turma do Supremo, interrompendo o julgamento que já contava com votos de Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça favoráveis à manutenção do afastamento dos dois integrantes da PF.

No despacho, Gilmar apresentou questionamentos sobre a legalidade da medida adotada por Mendonça. O decano também colocou em dúvida se a Segunda Turma seria o colegiado competente para analisar o caso e alertou para a possibilidade de decisões conflitantes dentro do próprio Supremo.

Outro ponto levantado pelo ministro foi a necessidade de avaliar o afastamento à luz de um precedente vinculante do STF. Segundo Gilmar, a jurisprudência da Corte estabelece limites para decisões judiciais que possam interferir no equilíbrio de uma disputa político-eleitoral, considerando princípios como a paridade de armas e a neutralidade do Estado diante de partidos e candidatos.

A reação atribuída a Gilmar ocorre depois que uma fotografia do ministro em um casamento na Itália foi divulgada. Conforme o relato, chegou ao conhecimento do magistrado que haveria uma tentativa de associá-lo a fatos que, segundo sua avaliação, estariam relacionados exclusivamente ao seu ex-cunhado.

O gabinete de Gilmar informou que a viagem à Itália também está relacionada a um compromisso acadêmico na Universidade de Turim, marcado para quinta-feira (10/9). A permanência do ministro fora do Brasil, segundo a equipe, não o impede de participar remotamente das sessões plenárias do STF, conforme previsto no regimento interno da Corte.

O episódio acrescenta mais um elemento à disputa institucional em torno do afastamento dos dirigentes da Polícia Federal. Com o pedido de vista, Gilmar passa a ter papel central na definição dos próximos passos do julgamento e na discussão sobre a competência do colegiado responsável por analisar a medida.

Dossiê Master: o papel de André Mendonça na maior crise política, econômica e judiciária do Brasil

JCO 11/09/2026 às 06:45 O caso do Banco Master deixou de ser apenas uma crise financeira para se transformar no maior abalo institucional do...