Advogados que representam a Trump Media e a plataforma Rumble criticaram duramente, em um processo nos Estados Unidos, a decisão do ministro Dias Toffoli que resultou na centralização de inquéritos sob o comando de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF). O foco principal das críticas é a abertura do chamado “Inquérito das Fake News”, instaurado em março de 2019.
De acordo com os representantes legais da empresa ligada ao presidente Donald Trump, a origem do inquérito estaria relacionada a uma reportagem publicada em 2018, que mencionava Toffoli em suposta ligação com a empreiteira Odebrecht, envolvida na Operação Lava Jato. A petição afirma: “Em março de 2018, um grande jornal brasileiro informou que o ministro José Antonio Dias Toffoli – colega de Moraes no STF – estava implicado na Operação Lava Jato e ligado à Odebrecht (um conglomerado que admitiu cerca de US$ 788 milhões em propinas).”
Segundo os advogados, a reação foi imediata:
“Três dias depois dessa denúncia, em 14 de março de 2019, o STF – por meio do ministro Toffoli – instaurou o Inquérito nº 4781, conhecido como ‘Inquérito das Fake News’.”
O texto acrescenta que o Supremo utilizou o artigo 43 do seu regimento interno, tradicionalmente voltado a temas administrativos, para justificar a abertura de uma investigação criminal sem a participação do Ministério Público.
Segundo informações, o documento que embasa as críticas aos ministros brasileiros já circula no alto escalão dos Estados Unidos. Fontes indicam que o texto com recomendações da Casa Branca, incluindo sanções contra Alexandre de Moraes, chegou às mãos do secretário de Estado Marco Rubio no domingo, 22 de junho.

Nenhum comentário:
Postar um comentário