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domingo, 18 de janeiro de 2026

Delegados da PF recebem estrondoso apoio na “briga” contra Dias Toffoli

JCO

A nota oficial da Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) em que questiona a condução das investigações do Banco Master pelo ministro Dias Toffoli, está repercutindo com gigantesca força na sociedade e provocando inumeras manifestações de apoio.

Destacamos o caso da vereadora e jurista Janaína Paschoal.

Em publicação no X, Janaina afirmou:

“Cumprimento a Associação dos delegados da Polícia Federal, pela coragem em publicar Nota Pública, questionando a condução das investigações envolvendo o Banco Master, no âmbito do STF. Haja vista os muitos retrocessos vividos nos últimos tempos, e as tristes anulações de Operações importantes para luta contra a corrupção, verdadeira letargia vinha imperando.”

A parlamentar acrescentou:

“A Nota da ADPF quebra com esse terrível conformismo. Acrescento ter sido o próprio STF a respaldar a criação do Juiz de garantia, a fim de assegurar que o magistrado que acompanha as investigações não decide o mérito. Ora, nunca antes neste País, Ministros assumiram tanto os papéis de outras autoridades. Já passou da hora de colocar as coisas em seus devidos lugares, para o bem da Democracia, que tanto queremos preservar.”

A ADPF afirmou na nota que as determinações de Dias Toffoli no caso configuram “afronta às prerrogativas” dos delegados.

“Tal cenário, de caráter manifestamente atípico, além de causar legítima perplexidade institucional, implica afronta às prerrogativas legalmente conferidas aos delegados de Polícia Federal para a condução técnica, imparcial e eficiente da investigação criminal”, disse a associação.

A entidade citou decisões judiciais que teriam determinado acareações, prazos curtos para buscas e apreensões e inquirições, “à margem do planejamento investigativo estabelecido pela autoridade policial”.

Também apontou interferência na lacração de objetos apreendidos, encaminhamento de materiais para outros órgãos e escolha nominal de peritos, procedimentos que fogem aos protocolos institucionais da PF.

Para a ADPF, a cooperação entre PF e STF ao longo das décadas produziu investigações relevantes, sempre respeitando as atribuições constitucionais e legais de cada órgão.

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