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O economista Francisco Lafaiete Lopes, ex-presidente do Banco Central, morreu nesta sexta-feira (8), no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Pró-Cardíaco. A informação foi confirmada pelo Banco Central em nota oficial.
Reconhecido como um dos principais nomes da economia brasileira nas últimas décadas, Lopes participou da formulação de importantes planos econômicos implementados durante o período de combate à hiperinflação no país.
Entre suas contribuições mais conhecidas estão a participação na elaboração do Plano Cruzado, lançado em 1986, e do Plano Bresser, adotado no fim da década de 1980 em meio às tentativas de estabilização da economia nacional.
Francisco Lopes era formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre pela Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) e doutor pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
Em nota de pesar, o Banco Central destacou a relevância intelectual do economista e seu papel histórico no enfrentamento da inflação crônica que marcou o Brasil nas décadas de 1980 e 1990.
Lopes integrou a diretoria do Banco Central entre 1995 e 1998. Posteriormente, assumiu interinamente a presidência da instituição entre janeiro e fevereiro de 1999, permanecendo no cargo até março daquele ano.
Segundo o BC, uma das contribuições mais importantes deixadas por Francisco Lopes foi a criação e institucionalização do Comitê de Política Monetária (Copom), órgão responsável pelas decisões sobre a taxa básica de juros do país.
O modelo implantado pelo economista passou a garantir maior previsibilidade, transparência e rigor técnico à condução da política monetária brasileira, sendo utilizado até hoje pelo Banco Central.
“A Diretoria do Banco Central do Brasil presta sua homenagem a um economista que marcou a história da estabilização econômica brasileira e deixa, na memória desta casa e no pensamento econômico nacional, um legado de inteligência, ousadia intelectual e dedicação ao país”, afirmou a instituição na nota oficial.


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