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sábado, 1 de agosto de 2026

O Brasil mágico da propaganda versus a realidade cruel da fome

JCO

A grande mídia e os boletins governamentais e internacionais estampam em tom triunfal: “O Brasil continua fora do Mapa da Fome da ONU”. Manchetes orquestradas comemoram a pretensa superação da miséria sob o terceiro mandato do governo Lula, pintando um país próspero onde a escassez de alimentos teria praticamente sido varrida do mapa. No entanto, bastam alguns passos fora das bolhas burocráticas de Brasília para perceber o abismo entre a propaganda oficial e a cruel realidade sentida pelo cidadão comum.

A matemática do otimismo governamental simplesmente não fecha quando confrontada com os fatos das ruas. Como é possível sustentar que a fome acabou se a população em situação de rua no Brasil praticamente dobrou em cerca de três anos e meio de gestão? Dados estarrecedores revelam centenas de milhares de brasileiros abandonados à própria sorte nas calçadas das metrópoles, dependendo de doações ocasionais e sopões para sobreviver. Se não há fome, o que leva essa massa crescente de invisíveis a perambular sem teto e sem prato?

A desconexão torna-se ainda mais gritante quando voltamos os olhos para o Norte do país. Segundo boletins especializados, mais de 80% da população nortista padece de uma “exclusão alimentar elevada”. A maquiagem semântica criada pela burocracia é fascinante: inventam-se termos sofisticados como "exclusão alimentar" para esconder o nome real de uma chaga histórica: a FOME. Trocar a palavra não enche o estômago de quem não tem o que comer na Amazônia.

Para piorar o cenário de desconfiança, o comando dos órgãos encarregados de retratar a realidade brasileira desperta sérias dúvidas. A nomeação e a gestão de Márcio Pochmann à frente do IBGE foram marcadas por graves denúncias, alertas do próprio corpo técnico e acusações de aparelhamento ideológico e manipulação de estatísticas. Quando a credibilidade dos dados públicos é colocada sob suspeita, o relatório da ONU passa a figurar não como um retrato idôneo da sociedade, mas como mero reflexo de métricas ajustadas para agradar aos palanques políticos.

O Brasil real não se alinha da mídia ‘comprada’. A fome não desapareceu por decreto ou por um passe de mágica institucional; ela foi apenas maquiada por eufemismos burocráticos e soterrada por estatísticas seletivas. Enquanto o governo celebra troféus de papel e índices questionáveis, a miséria escancarada nas esquinas e no interior do país grita uma verdade que nenhuma propaganda consegue esconder.

da Redação


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