Este ato explica e esclarece muitas dúvidas.
Chegamos em um ponto no qual, realmente, as instituições estão tomadas pelo crime organizado em alto nível, do qual vértice flui descendo até as favelas, comunidades e territórios ocupados pelas OCRIM.
Isto explica a subida de certo ministro, que vai à praia com carro oficial, a determinada comunidade no RJ, enquanto ministro da Justiça.
Isto explica a enxurrada de Habeas Corpus deferidos em favor do tráfico de drogas e dos líderes de facções criminosas.
Isto explica todo o trafico de influência nos ministérios e nas estatais.
Isto explica a anulação de um processo criminal para colocar na presidência da República quem dá respaldo, guarida e incentivo à corrupção em todos os níveis de governo.
Isto explica a tomada do Estado por uma sofisticada máfia que se espraia pelos três poderes.
Essa imagem correrá o mundo livre, para o seu assombro, no sentido que um magistrado da mais alta corte do Brasil tem receio de ser assassinado a mando de quem se senta ao seu lado na Corte.
Esta imagem correrá o mundo como expressão eloquente do quanto todas as instituições brasileiras foram tomadas pelas organizações criminosas tendo à frente expoentes da República.
André Mendonça tem tudo para acabar como Giovanni Falcone e Paolo Borselino, dois magistrados italianos que estiveram à frente da Operação Mãos Limpas, espécie de Lava-Jato italiana, que conduziram o máxi processo antimáfia na Itália, assassinados a mando do chefe de todos os chefes.
Tinha razão o presidente Figueiredo quando predisse que para tirar essa gente do poder custaria muito sangue.
Paulo Emendabili Souza Barros de Carvalhosa. Advogado.

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