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segunda-feira, 5 de agosto de 2024

VÍDEO: Lula é vaiado durante visita oficial ao Chile; VEJA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viveu momentos de tensão durante uma visita oficial ao Chile nesta segunda-feira (5). Durante uma cerimônia em que depositava uma oferenda floral no monumento em homenagem ao general Bernardo O’Higgins, em Santiago, ele foi vaiado por manifestantes presentes no local.


O episódio de vaia ocorreu justamente no instante em que Lula foi anunciado pelo mestre de cerimônias, no momento em que se dirigia ao monumento. A comitiva do presidente brasileiro incluía ministros como Mauro Vieira (Relações Exteriores), Nísia Trindade (Saúde), Carlos Fávaro (Agricultura) e Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais.

Vídeo: Reprodução/X

Qual a razão das vaias a Lula?

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As imagens transmitidas pelo canal do governo no Youtube mostram que os ministros procuraram identificar os manifestantes, enquanto Lula permaneceu impassível diante do protesto. Lula está no Chile para uma visita oficial de dois dias, nesta segunda (5) e terça-feira (6), focando em assuntos de interesse mútuo entre Brasil e Chile, como comércio e questões políticas do continente.

A viagem inclui discussões sobre a crise na Venezuela, um tema que tem gerado divergências entre Lula e o presidente chileno Gabriel Boric. Apesar de não estar oficialmente na agenda, a expectativa é de que ambos abordem a questão durante as conversas.

Lula e Boric: divergências sobre a Venezuela e a Ucrânia


Gabriel Boric, presidente do Chile, tem se posicionado fortemente contra a reeleição de Nicolás Maduro na Venezuela. Em contraste, Lula tem adotado um tom mais diplomático, exigindo a divulgação pública e detalhada das atas de votação. Os dois líderes planejam uma reunião privada na manhã desta terça-feira (6) para discutir esse e outros temas pertinentes.

Vale lembrar que esta reunião entre Lula e Boric ocorre um ano após uma pequena rusga entre os dois presidentes em relação à guerra na Ucrânia. Lula havia, na época, relativizado a responsabilidade da Rússia, o que gerou críticas de Boric durante a cúpula entre a União Europeia e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).


Boric insistiu que a declaração final da cúpula deveria adotar uma postura mais crítica à Rússia, enquanto Lula argumentou que aquele não era o ambiente apropriado para tal postura. “Eu não tenho por que concordar com o Boric, é uma visão dele. Eu acho que a reunião foi extraordinária. Possivelmente, a falta de costume de participar dessas reuniões faz com que um jovem seja mais sequioso, mais apressado, mas as coisas acontecem assim”, disse Lula na época.

O contexto político atual

Gabriel Boric respondeu às críticas de Lula afirmando que “não me sinto ofendido com a declaração, me sinto tranquilo. Hoje podemos ter nuances a respeito disso, mas a posição do Chile é de princípios e nisso acho que temos que ser categóricos, não podemos deixar margem para dúvidas”.


Essa nova visita de Lula ao Chile promete ser decisiva para alinhavar posições entre os dois países. Fica evidente que, além das relações comerciais e políticas, ambos os presidentes precisam encontrar um terreno comum para lidar com as crises que assolam a América Latina, como a situação na Venezuela e as repercussões do conflito na Ucrânia.

Reuniões de emergência são convocadas pelo Irã em meio a tensões com Israel

Teerã vive um momento de tensão após o assassinato de Ismail Haniyeh, líder do Hamas, que ocorreu durante uma visita ao Irã para a cerimônia de posse do novo presidente. O ataque, atribuído a Israel, foi considerado uma violação da lei internacional e uma ação de “aventureirismo” por parte da República Islâmica.


O governo iraniano convocou embaixadores estrangeiros e agendou uma reunião de emergência da Organização de Cooperação Islâmica (OIC) para discutir a resposta ao incidente. Antony Blinken, secretário de Estado dos Estados Unidos, prevê uma série de ofensivas coordenadas por parte do Irã.

Reuniões de emergência são convocadas pelo Irã em meio a tensões com Israel
Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

Assassinato de Ismail Haniyeh: Quem Foi o Responsável?

O ataque que vitimou Ismail Haniyeh trouxe graves acusações contra Israel. Em resposta, o Irã preparou-se para tomar medidas de represália, destacando seu direito de retaliação sob preceitos morais e legais. O aeroporto de Teerã teve voos cancelados como medida de precaução, temendo que aeronaves civis fossem apanhadas no fogo cruzado.

Quais Serão as Próximas Ações do Irã?


O Irã está em fase consultiva, aguardando possíveis reforços da OIC para efetuar uma retaliação abrangente contra Israel. Segundo o secretário de Estado dos EUA, as represálias iranianas podem começar em breve.

Além disso, é esperado um encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e sua equipe de segurança nacional para discutir a crise atual.

Teerã em Alerta Máximo


Desde o assassinato de Ismail Haniyeh, o aeroporto de Teerã cancelou voos, refletindo o medo de que aviões civis possam ser afetados por um ataque militar iminente. Em 2020, misturas de mal-entendidos e alta tensão resultaram no abate de um voo civil ucraniano, alertando para os perigos de novos confrontos.

O Irã tem demonstrado a disposição de lançar um contra-ataque regional com aliados como o Hezbollah, Hamas e outros grupos terroristas. O porta-voz das Relações Exteriores, Nasser Kanaani, enfatizou que a ação punitiva é inevitável, especialmente com o contínuo apoio dos EUA a Israel.


Os desenvolvimentos futuros dependem da habilidade dos diplomatas de navegar estas complexas dinâmicas políticas enquanto tentam evitar uma guerra maior na região. A retórica inflamada e as movimentações de líderes-chave sinalizam que o Irã está pronto para agir, colocando todo o Oriente Médio em estado de alerta elevado.

Flamengo anuncia morte do ex-camisa 8, Adílio: “Infinito” Campeão mundial tinha 68 anos e lutava contra um câncer no pâncreas

Thamirys Andrade - 05/08/2024 13h07 | atualizado em 05/08/2024 13h43

Adílio de Oliveira Gonçalves Foto: EFE/Antonio Lacerda

Morreu nesta segunda-feira (5) o ex-jogador do Flamengo, Adílio, aos 68 anos, em decorrência de um câncer no pâncreas. Ícone do futebol brasileiro, ele estava internado em um hospital da Zona Oeste do Rio de Janeiro, mas seu estado de saúde se agravou, e o campeão mundial não resistiu.

Em publicação nas redes sociais, o time rubro negro deixou uma homenagem ao craque, destacando que, assim como sua camisa de número 8 representa, Adílio é “infinito”.

– Um anjo rubro-negro que voa rumo à eternidade. As asas de um moleque sonhador o fizeram superar qualquer muro. Os campos da Gávea construíram amizades angelicais. Seus pés pareciam flutuar com a bola nos pés e foi assim que Adílio conquistou o mundo vestindo o Manto Sagrado – declarou.

O clube prosseguiu dizendo que o “sorriso”, a “generosidade” e a “bondade” do ex-meia “encantaram a quem o conheceu”.

– O símbolo máximo do rubro-negrismo expresso no abraço infinito: comemorar gol de título com os braços rumo aos céus, dando jeito para cabermos milhões de nós na catarse de euforia, amor e paixão. Seus gols, dribles e comemorações marcaram para sempre a história do Mais Querido – adicionou.

– Todo rubro-negro tem o privilégio de poder reverenciar o “Brown” como integrante da prateleira mais alta do nosso panteão. Hoje, nos despedimos do nosso Camisa 8, mas para nossa sorte, assim como o traçado do número eternizado, Adílio é infinito – completou o Flamengo.

Adílio é um dos maiores nomes da história do Flamengo, tendo jogado no clube entre os anos de 1975 e 1987, ao lado de Zico, e atuado como técnico na base. Durante sua trajetória, o clube venceu diversos campeonatos, incluindo o Mundial e a Libertadores de 1981. Ao completar 68 anos em maio, ele recebeu uma festa por parte do Flamengo no museu do time, na Gávea.

Estudo em Havard revela impacto surpreendente de escovar os dentes para a saúde

Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, descobriram que escovar os dentes regularmente pode reduzir significativamente o risco de pneumonia em pacientes hospitalizados. Este estudo inovador mostra que a prática diária de higiene bucal pode diminuir em 33% a probabilidade de contrair pneumonia, uma infecção pulmonar comum em ambientes hospitalares.


A pesquisa destacou a importância de hábitos simples e acessíveis para a prevenção de problemas graves de saúde. Vamos explorar em mais detalhes como a escovação dos dentes pode ajudar a prevenir pneumonia em pacientes hospitalizados e outros benefícios da higiene bucal.

Como a Higiene Bucal Pode Prevenir Pneumonia?

Estudo em Havard revela impacto surpreendente de escovar os dentes para a saúde
Reprodução/Colgate

A pneumonia adquirida em hospitais geralmente ocorre durante a internação e é causada por bactérias, fungos ou vírus ainda mais agressivos.


Nesse cenário, a escovação dos dentes pode controlar a quantidade de bactérias na boca, fator essencial para pacientes que necessitam de ventilação mecânica. Os tubos de respiração usados nesses pacientes podem facilitar a descida dessas bactérias para os pulmões, aumentando o risco de infecção.

Qual foi a Metodologia do Estudo?

Para realizar o estudo, os cientistas revisaram dados de 15 pesquisas que examinaram os hábitos de higiene bucal de 2,7 mil pacientes internados em hospitais. Esses pacientes apresentavam diversos quadros clínicos, permitindo uma análise abrangente.


Os resultados, publicados no JAMA Network, enfatizam a importância da higiene bucal na recuperação de pacientes hospitalizados. A prática regular de escovação dental mostrou-se eficaz na prevenção de pneumonia hospitalar.

Curiosamente, o estudo observou que escovar os dentes mais de três vezes ao dia não trazia benefícios adicionais. A prática de higiene bucal duas vezes ao dia já é suficiente para reduzir o risco de pneumonia.


Além disso, o tempo de permanência no hospital ou o tratamento com antibióticos não influenciou significativamente as taxas de pneumonia. É surpreendente como uma prática simples pode ter um impacto tão grande na saúde.

Quais Outras Condições de Saúde a Higiene Bucal Pode Prevenir?

Além da pneumonia, manter uma boa higiene bucal pode prevenir diversas outras condições de saúde. Aqui estão alguns exemplos:

  • Doenças cardiovasculares: Há uma ligação entre a saúde bucal e doenças cardíacas. A inflamação e infecções causadas por bactérias bucais podem entrar na corrente sanguínea, contribuindo para a formação de placas nas artérias, aumentando o risco de ataque cardíaco e derrame.
  • Diabetes: Pessoas com doenças gengivais têm mais dificuldade em controlar os níveis de açúcar no sangue. Manter a saúde bucal pode ajudar a melhorar o controle do diabetes e, inversamente, controlar o diabetes pode reduzir o risco de desenvolver doenças gengivais.
  • Complicações em pacientes com osteoporose: A osteoporose enfraquece os ossos e pode também afetar os ossos da mandíbula. A doença gengival pode acelerar esse processo, levando à perda dentária.

Manter uma boa higiene bucal, que inclui escovação regular, uso do fio dental e visitas periódicas ao dentista, é essencial não apenas para a saúde dos dentes e gengivas, mas para a saúde geral do corpo.

ANIVERSARIANTE DO DIA.

Hoje meu amigo irmão completa mais um ano de vida, pedimos a DEUS que lhe abençoe e proteja juntamente com os seus familiares.

Meu amigo irmão,

Para este dia especial, tentei encontrar as palavras certas que descreveriam a nossa amizade. Contudo, só consegui encontrar uma: perfeita. Obrigado por estar sempre comigo, me dar lições quando preciso, me apoiar em minhas decisões e me fazer rir mais do que qualquer outra pessoa no mundo.

Que o seu dia seja repleto de alegria e que este próximo ano seja de muito sucesso e amor. Você sabe que pode contar comigo para o que der e vier. Tenho muito orgulho de ser seu amigo e encarar todos os altos e baixos da vida com alguém tão especial. Obrigado por tudo!

Parabéns e muitas felicidades!

EXCLUSIVO: Entrevista com o jornalista que revelou como “Celso Daniel virou um fantasma para o PT”

JCO

A obra, de uma coragem ímpar, refaz os passos do ex-prefeito de Santo André, em São Paulo, até sua morte misteriosa e consequentes desdobramentos.

A história agora também está disponível em audiolivro e o autor conversou a respeito, com exclusividade, para a Revista A Verdade.

Sílvio Navarro fala sobre a repercussão de seu livro, sobre o novo projeto que transformou a obra em um "audiolivro" e aborda temas práticos envolvendo a morte do ex-prefeito de Santo André que assombra o PT até os dias de hoje.

O renomado jornalista ainda revela o que diria a Celso Daniel se o tivesse encontrado na noite de 18 de janeiro de 2002... É impressionante!

Para acessar essa entrevista, clique no link abaixo:

https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/60673/exclusivo-celso-daniel-virou-um-fantasm...

Já o livro Celso Daniel: Corrupção e morte no coração do PT pode ser encontrado no link abaixo: 

https://www.conteudoconservador.com.br/products/celso-daniel-politica-corrupcao-e-morte-no-coracao-d...

A inveja como traço inconfundível

JCO



Não sou leviano, tampouco descortês a ponto de escrachar alguém que não conheço. O que me resta fazer, como jornalista, é analisar os dados da realidade e apontar as influências intelectuais de determinados indivíduos e eventos que nos trouxeram até aqui – já é muita coisa num país de cegos convictos. Porém, posso afirmar com certeza quase pontifícia que o sr. Dunker padece da inveja típica da nossa classe falante, fechada em si mesmo ao ser incapaz de encarar um verdadeiro confronto de ideias. O que resta? Caricaturar o divergente com a estupidez típica do ad hominem.

Tal subterfúgio não é exclusividade das esquerdas. A inveja tipicamente tupiniquim é mais antiga e constitui uma triste marca registrada do nosso país. Os exemplos são abundantes, mas fico com dois: José Bonifácio e Carlos Lacerda. Ambos foram grandes homens públicos e estadistas, mas cometeram o pecado mortal de estarem acima da mediocridade dos seus detratores.

José Bonifácio foi provavelmente o maior brasileiro que já tivemos, o Patriarca da Independência, o nosso Pai Fundador. Homem de ideias e grandes projetos, tornou o Brasil uma nação viável graças a sua sabedoria ao lidar com os encolerizados liberais da Revolução do Porto e o desejo de recolonizar uma terra que já havia suplantado a pátria-mãe. Ao ser testemunha ocular dos horrores da Revolução Francesa, criou uma genuína ojeriza à anarquia, preferindo a prudência das soluções conciliadoras propaladas pelo conservadorismo – embora não fosse passivo ao lidar com rupturas inevitáveis como o próprio grito do Ipiranga. Em suma, um personagem ímpar e muito acima da mediocridade do meio de então.

Como não poderia deixar de ser, Bonifácio angariou a antipatia de muitos. Os liberais brasileiros e portugueses – por motivos diferentes, é claro – estão entre os principais inimigos dele e dos Andradas. Homens como Diogo Antônio Feijó, Joaquim Gonçalves Ledo, Cônego Januário e tutti quanti enxergavam no Patriarca uma oposição aos ideais liberais e o desejo pela República num país de escravos e majoritariamente composto por analfabetos – não haveria ambiente mais impróprio para tal forma de governo. Além da defesa da extinção de tal prática nefasta e das devassas contra o grupo de Gonçalves Ledo, a superioridade intelectual e a preponderância de Bonifácio no governo comandado por Dom Pedro I despertaram inveja, intrigas e ressentimentos nos demais atores políticos da época.

Valendo-se da influência de Domitila de Castro – amante de Dom Pedro – sobre o imperador, os demagogos tupiniquins jogaram o Rei Soldado contra o seu mentor. O primeiro ato foi o exílio na França. O segundo – e definitivo – foi o seu afastamento como tutor de Dom Pedro II enquanto ele era criança. O homem que havia feito tanto pela terra que amava foi jogado no porão do esquecimento por gerações, sendo recordado apenas recentemente – bem como difamado por um livro ridículo que o pinta como interesseiro e medíocre igual a quem escreveu tal obra digna de outro significado dessa palavra.

O que dizer de Carlos Lacerda? Ele é simplesmente uma das minhas maiores inspirações no jornalismo. Além de jornalista, Lacerda foi político, intelectual e um dos personagens mais importantes da vida pública brasileira no século XX. Defensor das ideias liberais, do anticomunismo e da modernização do Estado brasileiro, foi uma luz num dos períodos mais obscuros da história humana – a época dos totalitarismos sanguinários – e também tupiniquim. Opositor ferrenho de Getúlio Vargas, enfrentou com dignidade e senso de dever o caudilho de São Borja, pagando por isso o preço da eterna antipatia das esquerdas e quase a própria vida no atentado da Rua Tonelero. Seus detratores utilizam os subterfúgios clássicos da extrema esquerda: golpista, vendido ao imperialismo, mentiroso, etc. Até mesmo inventaram que ele forjou o próprio atentado – essa não é nova, meus caros – e que enquanto governador do finado estado Guanabara era um ‘’matador de mendigos’’. Patético e deprimente.

Que as esquerdas sempre o difamaram, isso está fora de qualquer dúvida. Mas a inveja feroz contra Lacerda veio de uma ala política aparentemente inesperada: os militares partícipes dos acontecimentos de 1964 e do regime emergido das cinzas de uma República em frangalhos. A ‘’linha-dura’’, liderada pelo marechal Costa e Silva, não via com bons olhos a eleição em 1965 e a consequente devolução do poder aos civis por compreender que a ‘’revolução’’ demandava tempo para ser consolidada. Ora, Lacerda era a maior liderança política de então e despontava como favorito para vencer a eleição presidencial. Mas a vitória da linha-dura na extensão do mandato inicialmente interino do general Castelo Branco impediu o ilustre tribuno de chegar ao seu grande objetivo. Criou a Frente Ampla – composta por antigos adversários políticos – na tentativa de reestabelecer a democracia no país, mas não obteve sucesso. Faleceu em 1977, sem ver o fim da ditadura militar e com seus direitos políticos cassados pelos homens de farda, os mesmos que o prenderam em 1968.

Além da nítida inveja dos militares com a popularidade de Lacerda, a própria classe política época compartilhava tal sentimento. É a conclusão inequívoca que se pode chegar com o livro ‘’Lacerda: A Virtude da Polêmica’’, de Lucas Berlanza. Com a palavra, o autor: ‘’[...] ainda que não fosse por desejo de Castelo, a prorrogação de seu mandato resultava em boa medida de uma manobra dos congressistas [...] para pôr freio à candidatura lacerdista à presidência, que temiam ser, ela sim, o caminho para ditadura, porque, conforme Arinos admitiu, Lacerda era competente e extraordinário orador e, portanto, se assumisse a presidência em um ‘período revolucionário’, não sairia de lá [...]’’.

Eis o traço inconfundível do nosso país: a inveja. Como diria Tom Jobim, no Brasil o sucesso é uma ofensa pessoal. Até mesmo os indivíduos com carreiras estabelecidas e situações pecuniárias vantajosas invejam os que são superiores. A superioridade no intelecto e de espírito é a maior e mais valiosa, por isso mesmo a inveja a tais predicados é a mais enragé possível. Como tantos outros, José Bonifácio e Carlos Lacerda foram vítimas de tal fúria típica dos medíocres.

Foto de Carlos Júnior

Carlos Júnior

Jornalista

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