Um homem morreu afogado no mar na cidade de Luís Correia, na manhã dessa sexta-feira (15), quando curtia o feriado da Proclamação da República no litoral do Piauí. O Cidadeverde.com apurou que a vítima é de Teresina e estava na cidade com a família curtindo a praia do Arrombado.
Uma amiga da família afirmou ao Cidadeverde.com que o homem, identificado apenas como André Soares, de 40 anos, entrou no mar para salvar o filho que estava se afogando. Ele conseguiu salvar a criança, mas acabou se afogando. Ele foi retirado da água por pessoas que estavam no local.
Logo uma equipe do Samu foi acionada e fez os primeiro socorros, mas ele não resistiu e morreu. O corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Parnaíba.
A família estava no litoral porque a esposa da vítima iria participar de um desafio de corrida que acontece neste sábado (16) no litoral.
Pleno.News - 15/11/2024 21h48 | atualizado em 16/11/2024 09h58
Atos em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023 Foto: EFE/Andre Borges
A Justiça da Argentina emitiu mandados de prisão contra os 61 foragidos brasileiros que tiveram pedidos de extradição enviados pelo Brasil por terem participado dos atos de 8 de janeiro do ano passado.
A decisão é do juiz da 3ª Vara Federal da Argentina, Daniel Rafecas, e ocorre após a embaixada do Brasil em Buenos Aires enviar 63 pedidos de extradição para a chancelaria argentina, a pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que é o relator das ações penais do 8 de janeiro na Corte.
Nesta quinta-feira (14), a polícia da província de Buenos Aires efetuou a primeira prisão de um dos foragidos na cidade de La Plata. Segundo a polícia, foi detido Joelton Gusmão de Oliveira, de 47 anos, condenado a 17 anos de prisão no Brasil.
Há cerca de um ano, Moraes mandou soltar Joelton Gusmão de Oliveira para cumprimento de medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica. Conforme a decisão, ele estava proibido de sair do país, as autorizações de porte de arma e de certificado de colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC) foram suspensas, deveria entregar o passaporte e apresentar-se semanal à Justiça.
Em fevereiro deste ano, Joelton foi condenado pelos atos de 8 de janeiro, juntamente com outros 14 réus, por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.
O relatório policial diz que ele foi detido após uma agente que patrulhava as ruas da cidade observar que o brasileiro tinha uma atitude suspeita. O documento relata que, ao averiguar os dados do brasileiro, as autoridades policiais argentinas identificaram haver um pedido de captura e detenção contra ele, após solicitação de extradição pela Justiça brasileira.
A sociedade já não suporta mais o descaso da Justiça com o tráfico de drogas.
Nesse sentido, o procurador de Justiça Cesar Dario Mariano, do Ministério Público de São Paulo, extravasou o seu inconformismo com a atuação de nossas cortes superiores.
Em entrevista concedida ao ‘Jornal da Oeste’, o procurador foi enfático:
“Infelizmente, o tráfico de drogas vem sendo tratado, pelas Cortes Superiores, como se fosse um furto de galinha”.
E prosseguiu:
“Como se fosse um crime de pequeno potencial ofensivo, chegando ao ponto de pessoas flagradas com centenas de quilos de cocaína serem condenadas a prestação de serviço à comunidade e ao pagamento de cesta básica.”
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Para surpresa de rigorosamente ninguém, bastaram poucas horas após as explosões na Praça dos Três Poderes para um incontido ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estufar o peito e ostentar as suas credenciais de plenipotenciário guarda-costas da democracia no País. Moraes apressou-se em vincular fatos, associar o homem-bomba ao 8 de Janeiro e, sobretudo, pontificar contra uma eventual anistia aos golpistas. Ademais, arvorou-se em analista político e, como se tudo isso não bastasse, instrumentalizou sua cadeira de ministro do STF para vender a ideia de que seria o juiz universal da defesa do Estado Democrático de Direito no Brasil. A sociedade já testemunhou uma história muitíssimo parecida e sabe muito bem como isso termina.
Como afirmamos ontem neste espaço, o atentado perpetrado por Francisco Wanderley Luiz expõe o risco da banalização da retórica de intolerância política que se tornou marca indelével do bolsonarismo. Tolerar atos antidemocráticos significa, no limite, premiá-los com a impunidade. Mas não cabe ao sr. Moraes, evidentemente, vir a público e dizer o que acha ou deixa de achar sobre aquele terrível evento e suas eventuais repercussões políticas e, principalmente, jurídicas. É cansativo para este jornal ter de relembrar a um ministro da Suprema Corte que, em uma República democrática, magistrados podem ter muito poder, mas não sobre tudo.
Neste momento, é absolutamente irrelevante a opinião de Moraes – ou de qualquer outro ministro do STF – sobre os fatos ocorridos em Brasília e seus desdobramentos. O que ele tem a dizer, que o diga eventualmente nos autos. Se uma descabida anistia for aprovada no Congresso para livrar da punição a massa golpista que invadiu as sedes dos Três Poderes e aqueles que a incitaram a fazê-lo, é certo que o caso chegará ao Supremo para que seus onze ministros decidam sobre a sua constitucionalidade.
Poucas pessoas ainda ousarão negar as evidências de que o homem-bomba era alguém disposto a manifestar com violência todo o ódio nutrido contra o STF e seus ministros. Só o próprio Bolsonaro, seus apoiadores mais fiéis e eventuais interessados em tramas ardilosas para retornar ao poder são capazes de, agora, seguir defendendo abertamente a anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Nem é preciso esperar a conclusão das investigações para reconhecer o acinte que é falar em anistia para golpistas, a menos que já não se queira mais viver sob a égide da Constituição de 1988.
A loquacidade de Moraes, por si só problemática, ainda deu azo a declarações inoportunas de alguns de seus pares. Houve até quem usasse o caso para pregar a regulação das redes sociais – um tema afeito ao Congresso, naturalmente. Mas é a título de defender a democracia, concentrar sua artilharia contra as plataformas digitais e politizar o STF que Moraes concentra poderes em um grau que nem as leis nem a Constituição o autorizam, sob o beneplácito do colegiado do Supremo. Na condução dos secretos, infindáveis e onipresentes inquéritos das fake news, das milícias digitais e dos atos antidemocráticos, Moraes, é forçoso dizer, lançou-se em uma escalada autoritária. O atropelo de ritos processuais, a produção de provas contra suspeitos fora do processo regular e a arrogância na contestação de críticos de boa-fé, confundindo-os como inimigos da democracia e do STF, integram seu farto arsenal.
E assim Moraes se converteu em uma espécie de versão atualizada do hoje senador Sergio Moro (União-PR): um juiz embevecido pelas próprias virtudes, incapaz de controlar-se diante das câmeras e indômito no atropelo da lei para atingir um fim socialmente importante.
Não há dúvida de que, sem algumas decisões do STF e do Tribunal Superior Eleitoral, a democracia estaria em risco no País. Mas falar demais e arrogar para a Corte competências que não são suas, entre muitos outros exemplos, evidencia como Moraes, no momento em que o País precisa de tranquilidade, contribui para alimentar o próprio extremismo que ele decidiu combater.
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O que estão compartilhando: vídeo que mostraria Francisco Wanderley Luiz, homem que lançou explosivos em direção ao Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília, ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do deputado federal Abilio Brunini (PL-MT).
O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. Quem aparece no vídeo com os políticos é, na realidade, o dono de uma lanchonete em Cuiabá. No registro publicado por Abilio no Instagram, é possível ver na camiseta do homem o logo “Padilha Lanches”. Jornais locais registraram que o homem se chama Joilton Padilha. O autor do atentado com explosivos na Praça dos Três Poderes se chamava Francisco Wanderley Luiz, conhecido como “Tiü França”, que foi candidato a vereador em Rio do Sul (SC) pelo PL em 2020 e era chaveiro no município.
Homem ao lado de Bolsonaro em vídeo não é autor de atentado contra STF, e sim dono de lanchonete Foto: Reprodução/Instagram
Saiba mais: postagens nas redes sociais desinformam ao compartilhar um vídeo de Bolsonaro e de Brunini ao lado de um homem que alegam ser Francisco Wanderley Luiz, que atirou explosivos na Praça dos Três Poderes e morreu durante o atentado nesta quarta-feira, 13. Na realidade, o homem que aparece na gravação é Joilton Padilha, dono de um comércio em Cuiabá.
Na ocasião, o proprietário do Padilha Lanches preparou um tradicional hambúrguer cuiabano, chamado “baguncinha”, para o ex-presidente e o então candidato à prefeitura da capital. Um dos registros foi publicado por Abilio no Instagram em 15 de outubro deste ano. Na imagem, é possível identificar o logo “Padilha Lanches” na camiseta do homem. Veja abaixo.
A filmagem foi publicada no perfil do TikTok da lanchonete e republicada por diferentes jornais locais, que identificaram o homem como Joilton Padilha (veja aqui e aqui). O perfil do Padilha Lanches ainda postou vídeos com outras personalidades bolsonaristas, como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Na data das publicações, Abilio concorria à Prefeitura de Cuiabá. Ele foi eleito no segundo turno com 53,8% dos votos.
Bolsonaro lamentou atentado em Brasília
Nesta quarta-feira, a Praça dos Três Poderes foi isolada pela Polícia Militar após uma sequência de explosões. Um corpo foi encontrado nas proximidades do prédio do STF, identificado como o de Francisco Wanderley Luiz, catarinense de 59 anos.
Francisco concorreu em 2020 ao cargo de vereador em Rio do Sul pelo PL, atual partido de Bolsonaro. À época, contudo, o ex-presidente ainda não era filiado à sigla. Nas redes sociais, o catarinense disseminava teorias conspiratórias populares entre a extrema-direita, como o QAnon (sigla para “Q Anônimo”), e seguia páginas conservadoras. Antes do atentado, ele publicou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao STF e aos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Conforme noticiado pelo UOL, o catarinense atuou em pelo menos quatro casas noturnas entre 1980 e 2000. Ele atuava como chaveiro e sua empresa foi aberta em 2019.
Após o ataque, Bolsonaro lamentou “todo e qualquer ato de violência, a exemplo do triste episódio de ontem na Praça dos Três Poderes”. Ele afirmou que o caso configura um “fato isolado” e que, “ao que tudo indica, causado por perturbações na saúde mental”.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, afirmou que o episódio “não é um fato isolado do contexto”. O magistrado disse que o ataque é resultado do ódio político instalado no Brasil nos últimos anos e defendeu que não haja anistia aos envolvidos no 8 de janeiro.
Como lidar como postagens do tipo: o atentado ocorrido em Brasília nesta quarta-feira é um assunto em evidência que está sendo amplamente noticiado pela imprensa. Antes de disseminar uma alegação suspeita, faça uma pesquisa em fontes confiáveis. Leia aqui a cobertura do Estadão sobre o caso.
Um cara que explode o próprio carro com fogos de artifício e joga uma bomba no meio do nada, pedindo para as pessoas se afastarem, pode ser considerado sim, um doente mental.
A Polícia Militar (PM) do Distrito Federal informou que encontrou artefatos explosivos no local onde Francisco Wanderley Luiz estava hospedado, em Ceilândia, região administrativa a cerca de 30 quilômetros do centro de Brasília. Francisco, conhecido como Tiu França, é de Rio do Sul (SC) e morreu na noite de quarta-feira (13) ao detonar explosivos na Praça dos Três Poderes, por volta das 19h30.
Durante a madrugada, o esquadrão antibombas da PM fez uma varredura no local e encontrou mais três dispositivos, que foram desativados para garantir a segurança dos agentes que trabalharam na investigação do episódio, a cargo da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil do DF. O local foi liberado às 7h para perícia e o corpo de Francisco retirado às 9h.
Os prédios do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Palácio do Planalto também foram vistoriados durante a noite.
A PM ainda segue fazendo varreduras na casa em Ceilândia e no estacionamento do Anexo IV da Câmara dos Deputados, onde estava o carro de Francisco, que também explodiu.
A polícia, a vice governadora do DF e até o GSI de Lula, trataram o caso da explosão como ato de um lobo solitário.