Henrique Gimenes - 29/07/2025 18h52 | atualizado em 29/07/2025 19h21
Deputada Carla Zambelli Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
No fim da tarde desta terça-feira (29), o advogado Fábio Pagnozzi, que representa a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), divulgou um vídeo, em suas redes sociais, sobre a suposta prisão da deputada. Na gravação, a própria Zambelli afirma que se apresentou às autoridades italianas para dar prosseguimento ao seu processo de asilo político e disse que não irá cumprir pena no Brasil.
Zambelli deixo o país após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participar de uma invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
– Eu vou me apresentar às autoridades italianas e estou muito segura de fazê-lo, porque aqui temos justiça e democracia. Não temos um ditador no poder. Não temos a autoridade ditatorial de Alexandre de Moraes e de seus comparsas da Suprema Corte. Estou tranquila de aqui buscarei justiça – disse a deputada no vídeo.
Zambelli também afirmou que vai provar às autoridades italianas que é inocente.
– Quando disse que era intocável, é porque sei que só Deus pode me tocar. Não vou voltar para cumprir pena no Brasil. Se tiver que cumprir qualquer pena, será aqui na Itália, que é um país justo e democrático. Mas estou segura de que, analisando todos os processos, eles vão perceber que sou inocente – apontou.
Ela também garantiu que pretende continuar resistindo pelo Brasil.
– Eu vou continuar lutando aqui da Itália para que depois eu possa voltar para o nosso país. Sei que Deus está olhando por nosso país. E é por isso que, com a alma limpa, vou me apresentar às autoridades. Eu não estou aqui fugindo, eu estou aqui resistindo. E vou continuar resistindo por vocês, pelos meus amigos, família e pela nossa pátria – afirmou.
Oficiais de Justiça a mando do Supremo Tribunal Federal (STF) tentam encontrar o deputado Gilvan da Federal (PL-ES) para que ele dê a sua versão dos fatos sobre o dia em que chamou a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, de “prostituta”.
O parlamentar, que foi suspenso da Câmara por três meses por conta do episódio, não foi encontrado até agora para ser oficialmente intimado.
O episódio aconteceu no dia 29 de abril. Durante uma sessão da Câmara, Gilvan se referiu à ministra como “amante”, nome dela na lista de pagamento de propinas da Odebrecht, descoberta na Operação Lava-Jato. Em seguida, Gilvan disse que a dona desse apelido “deve ser uma prostituta do caramba”.
Ao mesmo tempo que foi aberto um procedimento contra ele no Conselho de Ética, Gleisi levou o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de uma queixa-crime.
No dia 6 de maio, Gilvan foi suspenso por três meses do seu cargo como deputado federal. A punição, solicitada pela própria Mesa Diretora, foi inédita. A queixa-crime no STF foi distribuída para o ministro Gilmar Mendes, que mandou, no dia 16 de maio, notificar Gilvan para que ele se defenda.
O ministro Flávio Dino, durante sua participação no 2º Encontro Nacional do Fórum Nacional do Poder Judiciário para Monitoramento e Efetividade das Demandas Relacionadas à Exploração do Trabalho em Condições Análogas à de Escravo e ao Tráfico de Pessoas (Fontet), em São Luís (MA), fez um discurso onde lamentou de maneira melancólica o que classificou como “absolutamente exótico”, numa referência ao tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump ao Governo Lula.
“Nós tínhamos eleições periódicas, independência judicial. É impensável que uma nação pretendesse retaliar outra para definir o conteúdo de uma decisão judicial. Isso é algo absolutamente exótico. A bem da verdade nunca aconteceu na história da humanidade”.
Pelo visto, Dino não entendeu nada. Ou, talvez, se faça de desentendido.
Lula conseguiu enfiar o Brasil num buraco sem precedentes.
Fica a impressão de que agiu intencionalmente, apostando no ‘quanto pior, melhor’.
De fato, a esquerda é podre e capaz de qualquer coisa para se manter no poder.
Porém, no Palácio do Planalto já existe o temor de que o presidente inconsequente exagerou na dose.
A avaliação de assessores próximos a Lula é de que o discurso de enfrentamento “tem limite” e que a conta dos prejuízos da medida pode chegar às urnas nas eleições de 2026, quando o petista tentará reeleição.
Para auxiliares presidenciais, a narrativa da soberania, embora eficiente para mobilizar a base e sinalizar firmeza frente à pressão externa, não seria suficiente para compensar as consequências do tarifaço no bolso dos brasileiros.
“O que preocupa, de verdade, é quando o supermercado ficar mais caro, quando a indústria começar a demitir. Aí, não tem soberania que segure a insatisfação popular”, comentou reservadamente um interlocutor do governo