O Governo Federal simplesmente tirou do ar todos os registros que considera passíveis de serem interpretados como propaganda durante o período eleitoral. Um veradeiro ‘apagão’ realizado no dia 4 de julho.
A medida inédita, instruída pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) e pela Advocacia-Geral da União (AGU), responde por um nome: André Mendonça.
O ministro não determinou a exclusão dos conteúdos, entre eles cerca de 150 mil produções da Agência e da TV Brasil. Mas o chefe da Secom, Sidônio Palmeira, não quis dar sopa para o azar.
Mendonça comanda as eleições deste ano ao lado de Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Mendonça é vice-presidente do TSE e atuará na análise da propaganda eleitoral.
A preocupação exagerada de Sidônio com possíveis decisões do TSE levou até órgãos da administração pública, como ministérios, a apagarem perfis de rede social, diante da impossibilidade de omitir os conteúdos durante o período de defeso eleitoral, que vai até 25 de outubro.
A decisão levou a protestos públicos de entidades de jornalismo, que viram “um ataque direto à autonomia em relação ao governo determinada pela legislação que criou a EBC”.
O inédito apagamento estratégico escancara também o nível de degradação institucional do Brasil.

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